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Rio 2016

Ryan Lochte altera versão do assalto que diz ter sofrido no Brasil

© Michael Dalder / Reuters

O nadador norte-americano Ryan Lochte, investigado pela justiça brasileira devido a um alegado assalto que diz ter sofrido no domingo passado, alterou a sua versão dos acontecimentos, numa entrevista ao canal NBC.

Lochte, James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger, companheiros na seleção dos Estados Unidos de natação, que participaram nos Jogos Olímpicos Rio 2016, alegam que foram vítimas de um assalto à mão armada por homens que vestiam uniformes da polícia, mas uma investigação inicial deixou dúvidas quanto à versão apresentada.

Os norte-americanos alegaram que regressavam de um festa em que estiveram com o nadador brasileiro Thiago Pereira no Club France, um espaço na lagoa Rodrigo de Freitas gerido pelo Comité Olímpico Francês.

Lacunas na versão dos nadadores e o vídeo da sua chegada às instalações da Vila Olímpica, horas depois do alegado assalto, levaram a polícia brasileira a abrir uma investigação sobre a veracidade das suas declarações.

Já nos Estados Unidos, Lochte contou à NBC uma versão ligeiramente diferente, aumentando as dúvidas sobre o sucedido.

O nadador, de 32 anos, diz agora que o assalto não terá ocorrido quando o grupo se dirigia para a Vila Olímpica, mas sim numa bomba de gasolina.

Segundo Lochte, os quatro nadadores foram à casa de banho da bomba e, quando voltaram ao táxi que os transportava, o motorista não ligou o carro.

"Foi nessa altura que dois homens se aproximaram do veículo com armas e distintivos da polícia", descreveu o nadador.

Na quarta-feira, a polícia brasileira impediu o embarque de Gunnar Bentz e Jack Conger no Rio de Janeiro, quando estavam prestes a viajar para os Estados Unidos, no âmbito desta investigação.

Antes, uma juíza tinha pedido que fossem retirados os passaportes aos quatro nadadores e proibiu-os de sair do Brasil, mas Lochte e Feigen já tinham regressado aos Estados Unidos.

Lusa

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