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Rio 2016

"Ninguém tem o direito de nos criticar"

ANT\303\223NIO COTRIM

Emanuel Silva pediu aos portugueses para não criticarem os canoístas portugueses, frisando que são eles, mais do que ninguém, que querem fazer bons resultados, numa prova como os Jogos Olímpicos Rio2016.

"Aproveito a oportunidade para fazer um pequeno reparo a todos os portugueses que nos acompanham em Portugal, para não dizerem mal de nós. Ninguém mais do que nós quer os melhores resultados", garantiu o canoísta do Sporting.

De acordo com Emanuel Silva, os canoístas lusos não precisam de "mensagens negativas", até porque, na sua opinião, o tratamento é desigual: "Há outras modalidades a fazer bem pior do que nós - não as modalidades amadoras - e ninguém as critica, por isso mesmo não podem exigir mais".

"Nós abdicamos das nossas famílias, dos amigos, de festas, de confraternizações, de batizados, de aniversários, de casamentos, para lutar pelos melhores resultados. Ninguém tem o direito de nos criticar", frisou o canoísta luso.

Emanuel Silva, que ficou a 296 milésimos da medalha de bronze em K2 1.000 metros, ao lado de João Ribeiro, disse ainda que o que os canoístas portugueses precisam "é de energia positiva".

"Nós somos tão poucos, que devíamos estar mais unidos. Não são assim tantas as medalhas que temos. Quanto mais nos espicaçarem e transmitirem energia negativa, pior. Nós lemos tudo. Gostaríamos de não ler, mas lemos", disse.

O canoísta luso lamentou que se critique muito: "É redes sociais, é entrevistas, é raciocínios, é comentários aos nossos resultados".

"Não precisamos disso, isto não nos ajuda. E quando nós lemos aqui, ficamos com angústia, porque nós fazemos tudo pelo país, nós damos o pelo, o couro, o cabelo. Nós vimos aqui e esfalfamo-nos todos para fazer um grande resultado", frisou.

Emanuel Silva lembrou que os canoístas lusos vieram para várias frentes: "O Fernando (Pimenta) veio aqui competir em K1, eu e o João (Ribeiro) vimos em K2 e juntámo-nos os quatro e vimos em K4. Vimos em K1, K2 e K4".

"Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para alcançar os melhores resultados e, ainda por cima, nos criticam. Não podem fazer isso, não têm o direito de nos fazer isso", finalizou, crítico, Emanuel Silva.

Lusa

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