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Rio 2016

"O nosso lema é juntos por um sonho"

O canoísta português Emanuel Silva afirmou esta sexta-feira que o lema do K4 português é "juntos por um sonho", o de conseguir uma medalha na final de sábado, para a qual se qualificaram numa meia-final "controlada".

"Temos um lema e o nosso lema é: juntos por um sonho e só temos de pôr isso em prática, nunca duvidar de nós, nunca menosprezar os adversários e, acima de tudo, dar o nosso máximo e aproveitar para fazer o que mais gostamos", disse.

Na meia-final desta sexta-feira, "foi só controlar o resultado, foi só garantir a passagem", com um segundo lugar, a 0,011 segundos da Austrália, depois de uma primeira eliminatória em que que foram quartos - apenas o vencedor seguia direto para a final.

"Já vínhamos com essa estratégia montada. Sabíamos que era possível, sabíamos que a concorrência ia ser forte, porque estamos nos Jogos Olímpicos, mas nós somos superiores, temos de pensar que somos superiores", frisou.

Emanuel Silva promete mais para a final: "Por aquilo que toda a gente viu, podemos dizer que vamos andar mais. Nós temos essa confiança, que podemos dar mais, que podemos ultrapassar os nossos limites".

"Finais olímpicas são para ser feitas ao máximo. Já foram feitas aqui finais olímpicas ao máximo e amanhã (sábado) será mais uma final para fazer ao máximo. Vamos deixar tudo nos últimos 1.000 metros deste ciclo olímpico. E os últimos 1.000 metros vão ser feitos ao máximo. Não há outra hipótese, não há uma segunda oportunidade", prosseguiu.

O K4 promete dar tudo, mas está consciente das dificuldades que vai encontrar: "Nós somos favoritos? São oito barcos favoritos. Era a mesma coisa que eu vinha a dizer no K2, todos os oito barcos que estão à partida são favoritos. Não podemos dizer que os favoritos é fulano tal, a ou b, c ou d. Já foi aqui provado que os favoritos ficaram fora das medalhas".

"Por isso mesmo, não há favoritos à partida. Existem adversários que temos de respeitar e nunca menosprezar, mas eles também têm que nos respeitar, porque nós somos feitos da mesma raça que eles ou somos ainda mais fortes do que eles, porque não temos nada a temer. Somos portugueses, somos lutadores, somos guerreiros", disse, empolgado.

Além do desejo que já existia, há ainda o extra de um quarto e um quinto lugares para vingar: "Temos a raiva dos resultados que estão para trás, pois não conseguimos aquilo que tanto queríamos por tão pouco. Portanto, vamos transformar essa raiva e deixá-la toda dentro da água".

Lusa

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
    0:36

    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite