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Rio 2016

Canoístas do K4 saem com sensação de dever cumprido

ANT\303\223NIO COTRIM

Os canoístas do K4 1.000 português saíram este sábado de consciência tranquila e com a sensação de dever cumprido da final dos Jogos Olímpicos Rio2016, na qual foram sextos classificados.

"Correu como tinha de acontecer, o destino estava traçado, como está traçado para tudo na vida. Não sabíamos qual ia ser o resultado, simplesmente sabíamos que íamos fazer uma grande prova. Não foi o suficiente para chegar à tão desejada medalha, mas saímos de consciência tranquila, de que demos o nosso máximo, o nosso melhor até à linha de meta. Por isso mesmo, consciência tranquila, pensamento positivo, dever cumprido", resumiu o capitão Emanuel Silva.

O mais experiente dos canoístas nacionais recordou que no Rio2016 houve quatro atletas que conseguiram três finais olímpicas - no K1 1.000 metros com Fernando Pimenta, no K2 1.000 metros com Silva e João Ribeiro e no K4 1.000 metros com os três e David Rodrigues - e que todos têm diploma olímpico.

"Lutámos do início até ao fim, temos de estar otimistas e amanhã [domingo] acordar conscientes daquilo que fizemos nesta semana intensa de provas. Todos os dias a disputar eliminatórias e semifinais e finais. Amanhã começa um novo ciclo olímpico, de quatro anos, e continuar com a mesma ambição, a mesma garra. E chegar a Portugal e receber o abraço das famílias, dos amigos, que, de certeza, vão estar super orgulhosos de nós. Esses sim, estão sempre connosco", destacou.

Já David Fernandes enalteceu o percurso praticamente imaculado dos quatro rumo ao Rio de Janeiro, que não foi beliscado pelo sexto posto deste sábado.

"Se formos a analisar este K4 no ciclo olímpico, o pior resultado foi um sétimo lugar. Se viermos a pedir medalhas, elas não são fáceis de ganhar. Nós tentámos tudo por tudo, os adversários foram mais fortes do que nós hoje. Se fosse amanhã, se calhar a história era diferente, mas temos de estar satisfeitos e com o sentimento de dever cumprido", reforçou.

João Ribeiro embarcou na mesma toada, garantindo que o K4 luso tudo fez para conquistar uma medalha.

"Demos tudo por tudo, sentimo-nos bastante apoiados nestes últimos dias. Trabalhámos bastante para estar na máxima força, correu tudo bem do início ao fim. Faltou mais um bocadinho, os adversários foram mais fortes, é só sair de consciência tranquila", resumiu.

Quarto no K2 1.000 metros, juntamente com Emanuel Silva, Ribeiro defendeu que a canoagem portuguesa conseguiu "três resultados bastante positivos" no Rio2016.

"Nós, como quase todos os portugueses, pedimos medalhas. Mas amanhã vamos acordar e certamente vamos ver que um quarto (K2), um quinto (K1) e um sexto lugar (K4) são super positivos, foram grandes resultados, e que estamos nos Jogos Olímpicos. Há quatro anos, eu e o David não estivemos por poucas milésimas e agora estivemos aqui. É positivo para nós. Estar numa final olímpica - no meu caso, duas - foi bastante positivo", reconheceu.

Último dos quatro a falar, Fernando Pimenta alegou que os colegas já tinham dito tudo e lembrou que antes do início dos Jogos Olímpicos já tinha alertado para o facto de o nível da canoagem estar muito elevado.

"Medalhados em Europeus e Mundiais ficaram fora das finais olímpicas e nós estivemos dentro das finais, disputámos a prova, viemos a dar o nosso máximo. Temos de sair daqui de consciência tranquila. Se voltasse ao início dos quatro anos, para a preparação do ciclo olímpico Rio2016, voltava a fazer exatamente tudo igual, porque foi tudo muito bem feito, muito bem preparado. Sacrifiquei-me ao máximo, dei tudo para chegar aqui na minha melhor forma. Cheguei aqui na minha melhor forma e acho que chegámos todos na melhor forma. Só temos de estar de consciência tranquila, mais não podíamos fazer", concluiu.

O K4 1.000 metros português, composto por Fernando Pimenta, Emanuel Silva, João Ribeiro e David Fernandes, foi hoje sexto classificado na última final do programa de canoagem dos Jogos Olímpicos Rio2016.

O quarteto luso ficou a 5,339 segundos da Alemanha, que ganhou em 3.02,1143 minutos, à frente da Eslováquia, segunda, a 2,901, e da República Checa, terceira, a 3,033.

Lusa

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