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Rio 2016

"Talvez seja morto quando chegar, ou preso"

© Athit Perawongmetha / Reuters

A prova de maratona masculina ficou marcada pelas declarações e gesto simbólico do atleta etíope que chegou em segundo lugar. Num momento que era de festa, Feyisa Lilesa cruzou a meta com os braços cruzados acima da cabeça.

Mais tarde explicou que foi um sinal de apoio aos manifestantes da Etiópia mortos pelo governo. Lilesa conta que tem amigos e familiares presos e acusa o governo estar a matar o seu povo, os Oromos.

A tribo é historicamente marginalizada pelo Governo e revoltou-se por temer perder as terras.

Até agora, várias organizações de ajuda humanitária estimam que já tenham morrido mais de 400 pessoas neste conflito.

No final da prova olímpica, Feyisa Lilesa disse que não sabe o que pode vir a acontecer. Declarou que pode ser morto ou preso quando chegar à Etiópia.

Acrescentou que pode ser detido no aeroporto ou forçado a mudar de país e põe a hipótese de ficar no Brasil.

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