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Primeiro-ministro russo diz que decisão de excluir atletas paraolímpicos foi "cínica"

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, rotulou esta terça-feira de "cínica" a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) de rejeitar o apelo dos atletas paraolímpicos russos, impedindo-os de participar nos Jogos do Rio21016.

"A exclusão dos nossos atletas paraolímpicos do Rio2016 é uma decisão cínica, motivada pelo desejo de afastar os principais rivais", escreveu Dmitry Medvedev na sua página na rede social Twitter.

Também o ministro russo dos Desportos, Vitali Mutko, considerou a rejeição pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) do apelo dos atletas paraolímpicos aos Jogos Rio2016 uma decisão "mais política do que jurídica".

"A decisão (do TAS) não emana do campo da lei. É mais política do que jurídica", considerou o ministro russo dos Desportos, Vitali Mutko, citado pela agência de notícias russa TASS, acrescentando que "não havia razão para a rejeição".

O TAS informou que não deu provimento ao recurso interposto a 15 de agosto pelo organismo paralímpico russo, confirmando, consequentemente, a decisão do Comité Paralímpico Internacional (IPC) de suspender a Rússia dos Jogos que se vão realizar no Rio de Janeiro, entre 7 a 18 de setembro.

O IPC tinha anunciado a 07 de agosto a suspensão do Comité Paralímpico Russo, na sequência da investigação de 'doping' e das conclusões do relatório McLaren, que revelou a existência de um sistema generalizado de 'doping' na Rússia com apoio estatal.

O TAS alegou "não ter encontrado qualquer evidência que contradiga os factos em função dos quais foi tomada a decisão do IPC" de assumir a suspensão global da Rússia, ao contrário do Comité Olímpico Internacional (COI), que optou por delegar essa decisão nas federações internacionais das várias modalidades.

O presidente do IPC, Philipe Craven, lamentou que "a sede de glória a qualquer custo da Rússia prejudicou gravemente a integridade e a imagem de todo o desporto", justificando a decisão de suspender todos os atletas russos com base na incapacidade do país cumprir os critérios do código mundial antidopagem.

A Rússia continua a negar as conclusões do relatório McLaren sobre a participação estatal num sistema organizado de 'doping' e, em particular, a intervenção no processo do próprio ministro dos Desportos, Vitaly Mutko.

Os Jogos Paralímpicos disputam-se desde 1948 e têm visto a sua dimensão e importância crescer nos últimos 20 anos, tendo contado na última edição, em Londres2012, com a participação de 4.300 atletas, em representação de 164 países.

Lusa

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