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Sismo em Itália

Sismo em Itália faz dezenas de mortos

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© Remo Casilli / Reuters

As autoridades continuam à procura de sobreviventes nos escombros. Vários edifícios colapsaram.

Última atualização 12.59

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, prometeu hoje todos os esforços para "não deixar ninguém sozinho".

Renzi convocou a imprensa para a sede do governo para anunciar que vai visitar esta tarde as zonas afetadas e para agradecer a todos os italianos que estão a colaborar nos trabalhos de resgate.

"Quero agradecer a todos, em nome do Governo, àqueles que escavaram com as próprias mãos, aos que trataram das comunicações, quero agradecer a todos os que mostraram como é importante o trabalho voluntário e a proteção civil", disse.

"Não deixaremos ninguém sozinho, nenhuma família. Temos de trabalhar", disse Renzi, prometendo que nenhuma zona afetada será deixada para trás.

Já o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou hoje uma mensagem de condolências ao seu homólogo italiano, Sérgio Mattarella, e o primeiro-ministro, António Costa, expressou hoje solidariedade e disponibilidade para ajudar Itália.

Também Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, enviou hoje de manhã uma mensagem de solidariedade à sua homóloga italiana.

Há dezenas de mortos e desaparecidos na sequência do sismo de 6,2 de magnitude na escala de Richter, que abalou o centro de Itália, informou a Proteção Civil italiana.

O terramoto ocorreu por volta das 03.36, 02:36 em Lisboa, numa cidade da província de Perúgia.

As cidades mais afetadas são Accumoli e Amatrice, a cerca de 80 quilómetros de Roma, que estão praticamente destruídas.
A Proteção Civil fala no colapso de muitos edifícios e na possibilidade de haver várias pessoas desaparecidas nos escombros.

O epicentro foi a dez quilómetros de profundidade. O abalo também foi sentido em Roma e foi seguido de várias réplicas, as autoridades contabilizaram 60 nas quatro horas que se seguiram ao sismo inicial.

O Governo está em contacto com a Proteção Civil para acompanhar a evolução da situação.
Os médios italianos e a Proteção Civil têm comparado este sismo ao último que se sentiu no país, em 2009. Nessa altura, o terramoto de Áquila matou mais de trezentas pessoas.

O Governo português já avançou que, até ao momento, não há registo de vítimas portuguesas.

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