sicnot

Perfil

Sismo no Nepal

Sismo no Nepal

Sismo no Nepal

Comunidade internacional mobiliza ajuda e meios de resgate para o Nepal

A comunidade internacional mobilizou equipas de resgate e ajuda humanitária para o Nepal, onde pelo menos 2.500 pessoas morreram e outras 6.000 ficaram feridas na sequência do pior sismo que atingiu aquele país, nos últimos 80 anos.

© Navesh Chitrakar / Reuters

O sismo, de magnitude 7,9 na escala de Richter, foi registado no sábado e teve o epicentro a cerca de 80 quilómetros de Katmandu. O abalo foi sentido noutros países, como Índia, Bangladesh e China, e provocou avalanchas nos Himalaias.

Uma violenta réplica de magnitude 6,7 na escala de Richter voltou hoje a abalar o território nepalês. O governo do Nepal decretou o estado de emergência nas zonas mais afetadas.

Membros do exército da Índia, país onde o sismo provocou pelo menos 51 mortos, foram mobilizados para a capital nepalesa de Katmandu, para ajudar nas operações de resgate. As autoridades indianas também mobilizaram vários helicópteros para sobrevoar a zona afetada.

São estes helicópteros que estão a ajudar nas operações de resgate dos montanhistas retidos na região do monte Everest, nos Himalaias, devido às avalanchas que ocorreram após o terramoto. O último balanço dava conta de 18 mortos e 51 feridos nesta região.

O Paquistão enviou hoje quatro aviões militares C-130 Hércules com pessoal, bens essenciais e material médico, incluindo um hospital de campanha, equipas especializadas em resgate, alimentos e água, segundo escreveu o diretor-geral das relações públicas do exército paquistanês, Asim Bajwal, na rede social Twitter.

A União Europeia (UE) também informou hoje que equipas europeias de assistência e de resgate já estão no terreno a trabalhar.

"Mobilizei todos os recursos da Comissão Europeia para dar uma resposta de emergência ao devastador sismo", disse o comissário para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides.

Num comunicado, o comissário explicou que "peritos europeus em ajuda humanitária e proteção civil" já estão a trabalhar no Nepal, para avaliar as necessidades no terreno e coordenar a resposta com os parceiros internacionais.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês divulgou hoje ter enviado produtos de primeira necessidade e uma equipa de 11 socorristas para ajudar nas operações de resgate. 

A diplomacia francesa indicou que poderá disponibilizar mais meios em função das necessidades no terreno e dos pedidos das autoridades locais e das organizações não-governamentais (ONG).

O Governo espanhol anunciou que fretou um avião que vai transportar, em princípio, na segunda-feira, 30 toneladas de ajuda.

Também foi divulgado que será enviado um Airbus 310 da Força Aérea espanhola, a partir da capital indiana Nova Deli, para retirar os cerca de 120 cidadãos espanhóis que foram localizados na zona do sismo.

A China, onde também morreram 18 pessoas, vai igualmente enviar uma equipa de resgate com 40 peritos em ajuda humanitária, segundo informou o diário oficial do exército chinês.

A unidade chinesa também inclui seis cães treinados para efetuar buscas e localização de corpos.

O Japão anunciou o envio imediato de uma equipa especializada em gestão de catástrofes, formada por 70 polícias, bombeiros e pessoal da guarda costeira.

Washington informou igualmente sobre o envio "imediato" de uma equipa de peritos para o terreno e uma doação inicial de um milhão de dólares em ajuda.

Reino Unido, Bélgica e Israel também anunciaram o envio de equipas de especialistas para as operações de resgate. A ajuda de Telavive também integra uma equipa de emergência com 260 membros, incluindo médicos e outros profissionais de saúde.

Venezuela, Colômbia e Panamá também ofereceram ajuda ao Nepal.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, referiu, num comunicado, que "as Nações Unidas estão a apoiar o governo nepalês na coordenação das operações internacionais de busca e de resgate e estão a preparar a organização de um reforço da ajuda".



Lusa

  • "Quem faz isto sabe estudar os dias e o vento para arder o máximo possível"
    4:15
  • O balanço trágico dos incêndios do fim de semana
    0:51

    País

    Mais de 500 mil hectares de área ardida, 42 vítimas mortais, 71 de feridos, dezenas de casas e empresas destruídas. É este o balanço de mais um fim de semana trágico para Portugal a nível de incêndios florestais.

  • 2017: o ano em que mais território português ardeu
    1:41

    País

    Desde janeiro, houve mais área ardida do que em qualquer outro ano na história registada de incêndios florestais. Segundo dados provisórios do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais, mais de 519 mil hectares foram consumidos pelas chamas até 17 de outubro, o que representa quase 6% de toda a área de Portugal. 

  • "Viverei com o peso na consciência até ao último dia"
    3:00
  • O que resta de Tondela depois dos incêndios
    1:07

    País

    O concelho de Tondela é agora um mar de cinzas, imagens recolhidas pela SIC com um drone mostram bem a dimensão do que foi destruído pelos incêndios. Perto 100 habitações principais ou secundárias, barracões, oficinas e stands arderam. 

  • Moradores reuniram esforços para salvar idosos das chamas em Pardieiros
    2:50

    País

    O incêndio de domingo em Nelas fez uma vítima mortal: um homem de 50 anos, de Caldas da Felgueira, que regressava de uma aldeia vizinha, onde tinha ido ajudar a combater as chamas. Em Pardieiros, no concelho de Carregal do Sal, várias casas arderam e uma jovem sofreu queimaduras ao fugir do incêndio. Durante o incêndio, pessoas reuniram esforços para salvar a povoação.

  • Cinco unidades fabris em Tondela destruídas pelas chamas
    3:06

    País

    As contas finais dos prejuízos na zona industrial de Tondela ainda não são definitivas, mas há cinco unidades fabris que foram atingidas pelas chamas. O aterro sanitário do Planalto Beirão foi também atingido pelo fogo que atravessou Tondela, onde ardeu o equivalente a 20 anos de resíduos orgânicos.

  • As lágrimas do primeiro-ministro do Canadá

    Mundo

    O primeiro-ministro da Canadá, Justin Trudeau, emocionou-se esta quarta-feira ao falar de um artista que morreu depois de perder uma luta contra o cancro. Gord Downie, vocalista da banda de rock canadiana "The Tragically Hip", faleceu esta terça-feira, aos 53 anos, vítima de um tumor cerebral.