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Operação Marquês

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Advogados criticam notícias sobre depoimento que implica Sócrates

A defesa de José Sócrates disse hoje serem "falsas, destituídas de qualquer fundamento e verdadeiramente absurdas" as notícias sobre um alegado depoimento prestado no inquérito da Operação Marquês que implica o ex-primeiro-ministro.

O comunicado dos advogados de Sócrates surge após notícias de hoje que dão conta que Helder Bataglia (arguido) terá dito ao Ministério Público (MP) que o antigo presidente do BES Ricardo Salgado, constituído arguido esta semana, lhe terá pedido para transferir 12 milhões de euros para a conta de empresário Carlos Santos Silva, também arguido no processo.

"As notícias (...) envolvendo o nome do Eng. José Sócrates a propósito de um alegado depoimento prestado no inquérito da operação Marquês, são falsas, destituídas de qualquer fundamento e verdadeiramente absurdas", garantem João Araújo e Pedro Delille.

A imprensa refere ainda que Ricardo Salgado alegadamente pagou 'luvas', entre 2006 e 2011, por quatro negócios que implicaram decisões polémicas de José Sócrates, enquanto primeiro-ministro para favorecer o Grupo Espírito Santo no âmbito da participação na Portugal Telecom (PT).

Segundo os advogados, "estão plenamente infirmadas no processo, por prova documental inequívoca e por depoimentos rigorosamente fidedignos e esclarecedores" de que José Sócrates "nunca teve acesso ou sequer conhecimento de quaisquer contas bancárias na Suíça e nunca tomou (...) qualquer decisão que diretamente ou indiretamente favorecesse ou fosse suscetível de favorecer" Ricardo Salgado ou o Grupo Espírito Santo, designadamente em assunto algum relacionado com a PT.

A nota da defesa do ex-primeiro-ministro acrescenta que irá acionar "todos os meios legais para reagir a estes novos episódios", que classifica de "'bulling' processual e mediático".

A 'Operação Marquês' conta com 20 arguidos, 15 pessoas singulares e 5 coletivas, incluindo Sócrates, o ex-ministro socialista Armando Vara e o empresário Carlos Santos Silva, entre outros.Dois anos após o início da investigação, que a 20 de novembro de 2014 fez as primeiras detenções, a investigação do Ministério Público deverá estar concluída a 17 de março.

Lusa

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