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Tragédia em Pedrógão Grande

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Marinha fornece 2.400 refeições diárias entre hoje e terça-feira

A Marinha tem a caminho de Pedrógão Grande (Leiria) 20 militares e uma cozinha de campanha para fornecer 2.400 refeições diárias a 800 pessoas entre esta noite e terça-feira, adiantou este ramo das Forças Armadas.

O porta-voz da Marinha, comandante Pedro Coelho Dias, explicou à agência Lusa que a caminho de Pedrógão Grande encontra-se uma coluna com duas dezenas de fuzileiros que vão servir o pequeno-almoço, almoço e jantar a 800 pessoas, entre a noite de hoje e terça-feira, pelo menos.

O fogo, que causou pelo menos 61 mortos e mais de 50 feridos, deflagrou ao início da tarde de sábado numa área florestal em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, e alastrou aos municípios vizinhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, obrigando a evacuar povoações ou deixando-as isoladas.

A Marinha está ainda a aprontar quatro pelotões (80 militares) do Batalhão de Fuzileiros N.º 2, sediados na Base Naval do Alfeite, em Almada, que terão como missão no teatro de operações o rescaldo e o reconhecimento de zonas de difícil acesso, às quais os bombeiros ainda não conseguiram chegar, sob coordenação da ANPC.

Este ramo das Forças Armadas encontra-se também a preparar um posto avançado de saúde para a prestação de cuidados médicos, a ser utilizado em caso de necessidade.

Já o Exército mobilizou para Pedrógão Grande quatro pelotões (perto de 100 militares) para apoiar nas operações e três equipas ligeiras de vigilância, compostas por 3 a 4 militares cada equipa.

Estão ainda no terreno quatro destacamentos de engenharia constituídos, cada um, por uma máquina de arrasto e 4 a 5 militares, tendo o Exército disponibilizado uma ambulância para apoiar o Hospital de Abrantes.

O porta-voz do Exército, tenente-coronel Vicente Pereira, acrescentou à Lusa que o comandante das forças terrestres retirou do Exercício militar ORION17 o 1.º Batalhão de Infantaria Paraquedista e deu ordens para regressar a Tomar, preparando-se "para apoiar assim que for solicitado".

Em relação à Força Aérea Portuguesa, um avião P3-C Orion foi mobilizado para o incêndio de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, para ajudar na monitorização da área ardida.

A aeronave descolou da Base Aérea Nº 11, em Beja, para o aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa, onde embarcaram dois elementos da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) e depois rumou até ao teatro de operações, para também ajudar "na identificação de pontos quentes suscetíveis de gerarem reacendimentos", segundo a ANPC.

Em comunicado entretanto divulgado na sua página da internet, a ANPC refere que, "no sentido de apoiar o esforço de combate dos mais de 800 operacionais que se debatem na luta contra as chamas em Pedrógão Grande, a Marinha (Fuzileiros) e o Exército disponibilizaram meios logísticos diferenciados para reforço às operações que decorrem no terreno".

A ANPC explica que o P3-C Orion da FAP vai "apoiar os meios de combate, designadamente fazendo a monitorização da área ardida e a identificação de pontos quentes suscetíveis de gerarem reacendimentos".

Esta aeronave é habitualmente utilizada no patrulhamento marítimo e está equipada com radares e capacidade de fotografia e vídeo.A FAP já tinha um helicóptero Alouette III afeto ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais.

Quatro pelotões do Exército encontram-se desde a manhã de hoje no terreno em operações de rescaldo e verificação.

De acordo com a informação divulgada na página na Internet da ANPC, as chamas que deflagraram às 14:43 de sábado, em Pedrógão Grande, mobilizavam às 17:20 de hoje 809 operacionais, 253 veículos e seis meios aéreos.

Lusa

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