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Tragédia em Pedrógão Grande

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Tragédia em Pedrógão Grande

Mais de 100 médicos voluntaria-se para ajudar vítimas de Pedrógão Grande

ANTONIO COTRIM

Mais de uma centena de médicos voluntariou-se já para ajudar as vítimas dos incêndios na zona centro do país e também os médicos militares lembram que estão disponíveis e têm preparação específica neste tipo de cenários.

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) lançou no domingo um apelo aos profissionais e disse esta segunda-feira que mais de 100 clínicos se ofereceram para ajudar, além dos que estão no terreno a trabalhar.

Miguel Guimarães vai às áreas mais afetadas pelos incêndios, mostrar apoio aos profissionais de saúde e populações, bem como contactar com as autoridades que estão no terreno.

"Temos de salvar vidas, apoiar as famílias e os traumatizados e conseguir resolver os casos das pessoas que morreram", disse Miguel Guimarães à Lusa, lembrando que estão disponíveis para contribuir a ajudar mais rapidamente na identificação dos corpos.

"É um momento especial em que o país tem de mostrar uma grande solidariedade. É uma verdadeira catástrofe de graves dimensões com perda de vidas e consequências psicológicas para as famílias", comentou.

O bastonário disse, ainda, que os médicos militares estão disponíveis para ajudar e acreditam que podem dar um "contributo válido", uma vez que têm formação específica neste tipo de cenários.

"Eu sou médico e se for preciso arregaço as mangas e vou lá trabalhar", afirmou.

O fogo, que deflagrou na tarde de sábado, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e entrou também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.

O último balanço dá conta de 62 mortos civis e 134 feridos. Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas.

O Governo decretou três dias de luto nacional, até terça-feira.

Lusa

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