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Tragédia em Pedrógão Grande

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Governo exige esclarecimentos sobre incêndio em Pedrógão Grande

ANDRE KOSTERS

O Governo exigiu esclarecimentos acerca das circunstâncias do incêndio em Pedrógão Grande, Leiria, que provocou pelo menos 64 vítimas mortais e 157 feridos.

De acordo com o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, o primeiro-ministro, António Costa, assinou "um despacho em que exige esclarecimentos ao IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera] para saber as condições atmosféricas e climáticas naquele dia, o que é que houve de anormal, o que é que há para ser explicado".

Em declarações no programa "Prós e Contras", da RTP, emitido na segunda-feira à noite, Jorge Gomes afirmou que António Costa também quer saber "se houve falha de comunicações do sistema do Estado", o SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, e pediu esclarecimentos sobre "o encerramento ou não encerramento da Estrada Nacional onde se deu o fatídico caso".

Jorge Gomes referia-se à Estada Nacional (EN) 236-1, apelidada agora de "estrada da morte", onde morreram dezenas de pessoas encurraladas pelas chamas entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.

O incêndio começou em Pedrógão Grande, no sábado à tarde, e alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria. Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pelo município de Pampilhosa da Serra.

De acordo com o mais recente balanço provisório, o número de mortos subiu para 64 e o de feridos aumentou para 157, mais do dobro dos que eram conhecidos ao início da tarde de segunda-feira.

Já na madrugada de hoje, fonte do Ministério da Administração Interna disse que já foram identificados mais de metade dos 64 mortos. Uma das vítimas mortais era um cidadão francês, segundo o Governo de Paris.

Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas.

Com Lusa

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