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Tragédia em Pedrógão Grande

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Pedrógão Grande diz que não é necessária mais roupa para as vítimas

A Câmara de Pedrógão Grande informou esta sexta-feira que não são necessárias mais roupas para as vítimas do incêndio que deflagrou a 17 de junho e provocou a morte de 64 pessoas.

"No âmbito das doações solidárias que tão generosamente têm sido dadas à população pedroguense por várias instituições e pessoas, na sequência do incêndio que deflagrou a 17 de junho, a Câmara Municipal de Pedrógão Grande vem comunicar que, presentemente, não são necessárias mais roupas, atendendo à tão generosa solidariedade nacional e internacional que nos tem chegado", lê-se no comunicado enviado hoje à agência Lusa.

A autarquia reforça o seu "eterno e profundo agradecimento" ao povo português, no país e no estrangeiro, bem como a todas as instituições que têm ajudado Pedrógão Grande "a renascer".

"A todos os que de forma excelentemente benemérita nos têm vindo a ajudar a renascer, contribuindo com variados bens, palavras e afetos, muito obrigado. O trabalho continua de forma firme e focada", conclui o documento.

Dois grandes incêndios florestais começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos.

Foram extintos uma semana depois.Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 imóveis, 205 dos quais casas de primeira habitação.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta.

Lusa

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