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Tragédia em Pedrógão Grande

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PSD questiona Governo sobre valor e utilização dos donativos

Miguel Vidal

O PSD questionou o Governo sobre qual o valor exato dos donativos destinados às vítimas dos incêndios de junho na região centro, qual o montante já entregue e os apoios prestados aos bombeiros.

Numa pergunta dirigida ao ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e à ministra da Administração Interna, os deputados Hugo Soares, Carlos Abreu Amorim e Teresa Morais começam por dizer no texto entregue na Assembleia da República na quarta-feira e a que a Lusa teve hoje acesso que dois meses após a tragédia de Pedrógão Grande "pouco foi feito para resolver as situações críticas e muitas perguntas permanecem sem resposta".

Os sociais-democratas lembram que há mais de um mês o PSD dirigiu ao Governo, diretamente ao ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, e à ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, questões relativas à aplicação do fundo de apoio criado pelo Governo para gerir os donativos dos privados.

"Até à presente data, não foram recebidas respostas por parte do Governo", salienta-se no documento.

Para o PSD, "os donativos que integram este fundo resultam, em primeira linha, da generosidade do apoio dos portugueses", considerando que "é imperativo que exista informação e transparência sobre os montantes das doações que foram feitas, quem têm sido os seus beneficiários e para que fins está a ser aplicado esse dinheiro".

Neste sentido, o PSD insiste que "é necessário conhecer, de forma desagregada, as quantias destes donativos privados que já foram entregues às vítimas destes incêndios, a quem é que foram entregues e para que fins".

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado, pelo menos, 64 mortos e mais de 200 feridos. Ambos foram extintos uma semana depois.
Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 imóveis, dos quais mais de 200 eram casas de primeira habitação.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas que consumiram 53 mil hectares de floresta.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra e Penela.

Com Lusa

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