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Tragédia no Tejo

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Mãe das crianças levadas pelo Tejo atuou com "especial perversidade"

O Ministério Público qualifica de "especial censurabilidade ou perversidade" a atuação da mãe das duas crianças levadas para o rio Tejo, junto à praia de Caxias, Oeiras. É o que se lê numa nota hoje divulgada pela Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

Pedro Nunes / Lusa

"Os elementos probatórios reunidos indiciam a prática de dois crimes de homicídio qualificado cometidos em circunstâncias reveladoras de especial censurabilidade ou perversidade, como sejam a qualidade de progenitora das menores, e a muito especial fragilidade e vulnerabilidade das vítimas motivada pela sua tenra idade (3 anos e 20 meses), e inerente impossibilidade de se defenderem".

Na nota da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, são apontados a Sónia Lima dois crimes de homicídio qualificado.

A mulher foi presente na passada quarta-feira a um juíz de instrução criminal para primeiro interrogatório e
saiu do Tribunal de Cascais com a medida de coação mais gravosa. Ficou em prisão preventiva na Cadeia de Caxias, onde se encontra na ala psiquátrica, sem a possibilidade de receber visitas, de acordo com o que adiantou a família à SIC.

A bebé morreu e a irmã está desaparecida desde a noite de segunda-feira. Continua a ser procurada, pelo quarto dia consecutivo.

Última atualização às 14:00

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
    0:36

    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite