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Crise na Ucrânia

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Kiev ameaça usar "todo o arsenal" contra rebeldes pró-russos

A Ucrânia ameaçou hoje usar "todo o arsenal" contra um alegado avanço das forças rebeldes pró-russas se continuarem os ataques a posições do exército ucraniano.

© Valentyn Ogirenko / Reuters

O governo ucraniano acusou os separatistas do leste do país de lançarem mais um ataque com mísseis a norte de Mariupol, uma cidade controlada pelas forças governamentais que serve de ligação terrestre entre os territórios controlados pelos rebeldes e a península da Crimeia, anexada pela Rússia.

Os separatistas acusam por seu lado Kiev de responsabilidade pelo mais recente reacendimento na frente de batalha.

"Usaremos todo o nosso arsenal e todos os meios ao nosso dispor para repelir o assalto inimigo", disse à imprensa o porta-voz militar ucraniano Vladislav Selezniov.

"Não podemos arriscar as vidas dos nossos soldados. Os rebeldes costumavam lançar ataques com mísseis Grad raramente, agora é uma ocorrência diária", disse.

Um dos principais dirigentes dos separatistas acusou hoje o exército ucraniano de disparar 500 foguetes e morteiros contra posições rebeldes desde segunda-feira à tarde, afirmando que os ataques provocaram a morte a um miliciano e a um civil em Donetsk.

O acordo de cessar-fogo assinado em fevereiro tem sido violado regularmente, mas tem permitido limitar o conflito a meia dúzia de pontos específicos, pelo que os países ocidentais insistem na sua aplicação.

O secretário da Defesa do Reino Unido, Michael Fallon, reuniu-se hoje em Kiev com o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuk, e viaja à tarde para o leste para encontros com dirigentes separatistas.

"Vamos continuar ao vosso lado face à agressão russa, à insurgência apoiada pela Rússia e ao terrorismo de inspiração russa", disse Fallon.

Quase 7.000 pessoas morreram em 15 meses de conflito no leste da Ucrânia.

Lusa

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