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Crise na Ucrânia

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PM ucraniano diz que abate do MH17 foi "operação dos serviços secretos russos"

O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuk, afirmou hoje que o abate do voo MH17 por um míssil russo sobre o leste da Ucrânia em julho de 2014 foi uma "operação dos serviços secretos russos".

© Sergei Karpukhin / Reuters

"Pessoalmente não tenho nenhuma dúvida de que foi uma operação planeada pelos serviços secretos russos para abater um avião civil", disse o primeiro-ministro, na abertura do Conselho de Ministros em Kiev.

A queda do avião da Malaysia Airlines, que provocou a morte a todas as 298 pessoas que seguiam a bordo, é atribuída pela Rússia às forças ucranianas que combatem os separatistas pró-russos no leste do país e pelos aliados ocidentais de Kiev às forças separatistas e ao apoio militar que lhe é dado pela Rússia.

"Temos a certeza de que (a operação) foi feita a partir de território que estava sob controlo exclusivo de combatentes russos", disse Iatseniuk.

"E também não há dúvida de que separatistas bêbados não sabem usar estes sistemas BUK", prosseguiu o primeiro-ministro, referindo-se ao tipo de míssil que os investigadores identificaram como tendo atingido o avião. "O que isto significa é que estes sistemas só são operados por militares russos treinados" para o fazer, acrescentou.

O Departamento de Segurança da Holanda, país de onde era natural a maioria das vítimas, deve apresentar hoje o relatório final sobre a investigação ao acidente. Segundo o jornal holandês Volkskrant, o relatório concluiu que o aparelho foi atingido por um míssil BUK, de fabrico russo.

O relatório não visa no entanto apontar responsabilidades, mas apenas pormenores do acidente, pelo que o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, pediu ao primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, que promova um inquérito penal para permitir a identificação e julgamento dos responsáveis.

Lusa

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