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Crise na Ucrânia

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Alemanha, França, Rússia e Ucrânia reafirmam compromisso com cessar-fogo

Os líderes da Alemanha, França, Rússia e Ucrânia reafirmaram esta quarta-feira o seu "compromisso com um cessar-fogo" no leste da Ucrânia, durante uma conversa telefónica de cerca de duas horas, anunciou a presidência francesa num comunicado.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Alexander Ermochenko / Reuters

Angela Merkel, François Hollande, Vladimir Putin e Petro Poroshenko abordaram também a "preparação de eleições locais no Donbass", as regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, "que devem realizar-se no princípio do próximo ano".

Os dirigentes, que não conversavam a quatro desde o encontro que se realizou em Paris a 2 de outubro, "sublinharam a importância da plena aplicação em 2016 do conjunto das medidas de Minsk", o acordo de cessar-fogo assinado em fevereiro passado.

O comunicado indica ainda que ficou acordada a realização de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos quatro países "até ao início de fevereiro" para "fazer o ponto da situação da aplicação do pacote de Minsk".

Os acordos de Minsk contribuíram para uma redução significativa dos combates nas zonas separatistas do leste da Ucrânia, onde o conflito iniciado em abril de 2014 já fez mais de 9000 mortos.

A Ucrânia e os representantes dos rebeldes anunciaram na terça-feira a conclusão de mais uma trégua, que designaram de Ano Novo, depois de incidentes recentes terem abalado o frágil cessar-fogo.

Além do cessar-fogo e da recuperação pela Ucrânia do controlo da fronteira com a Rússia, os acordos de Minsk preveem eleições locais em Donetsk e Lugansk.

Tais votações obrigam a alterações na Constituição da Ucrânia para consagrar uma maior autonomia às regiões rebeldes, alterações que suscitam fortes críticas de setores que as consideram uma forma de legalizar 'de facto' o separatismo e desestabilizar todo o país.

Lusa

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