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Separatistas pró-russos rejeitam acusações holandesas no caso do voo MH17

Os separatistas ucranianos pró-russos rejeitaram esta quarta-feira as acusações feitas por uma investigação liderada pela polícia holandesa de que o voo MH17 da Malaysia Airlines foi derrubado no leste da Ucrânia por um míssil proveniente da Rússia.

O responsável pela investigação, Wilbert Paulissen, anunciou hoje em Nieuwegein (Holanda) que a equipa internacional concluiu que voo MH17 foi abatido há dois anos por um míssil BUK, da série 9M83, proveniente do território da Federação Russa.

"No nosso arsenal não existia esse tipo de sistemas, nem sistemas nem especialistas. Por isso, não podíamos ter derrubado um Boeing", disse Eduard Basurin, porta-voz militar da autodenominada república popular de Donetsk (leste da Ucrânia), citado pela agência noticiosa russa Interfax.

Basurin insistiu que os rebeldes ucranianos não tinham qualquer motivo para abater um avião de passageiros, que foi derrubado quando sobrevoava a zona de conflito na região de Donetsk.

"Isso é uma loucura. Porque iríamos fazer isso?", acrescentou.

O avião de passageiros da Malaysia Airlines, um Boeing 777, foi abatido a 17 de julho de 2014 sobre o leste da Ucrânia, numa zona sob controlo dos separatistas pró-russos, matando todas as 198 pessoas que seguiam a bordo, entre as quais 196 cidadãos holandeses.

O representante dos separatistas pró-russos recordou igualmente que os Estados Unidos nunca apresentaram as imagens de satélite que alegadamente mostram que o míssil do sistema antiaéreo Buk foi lançado a partir daquela zona rebelde. O mesmo aconteceu com os dados dos radares ucranianos relativos aos aviões de guerra que sobrevoavam aquela mesma zona.

"É a segunda vez que [a equipa de investigação internacional] chega a conclusões incorretas" ao acusar diretamente os separatistas pró-russos, prosseguiu Basurin, avançando com a possibilidade de o avião da Malaysia Airlines ter sido derrubado por um míssil BUK ucraniano, uma vez que estes sistemas antiaéreos "permanecem no arsenal da Ucrânia desde os tempos soviéticos".

"Poderia ter sido um deles", sugeriu o porta-voz militar separatista.

Segundo a equipa de investigação internacional, liderada pela Holanda e que reúne também peritos da Austrália, Bélgica, Malásia e Ucrânia, o sistema de lançamento do míssil "foi levado de volta para a Rússia" após ter sido disparado a partir de um campo próximo da localidade de Pervomaisk.

O chefe da equipa de investigação internacional, Wilbert Paulissen, indicou hoje igualmente que cerca de 100 pessoas estão a ser investigadas por suspeita de envolvimento no derrube do avião.

Lusa

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