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Brasil trava novo combate contra mosquito transmissor de dengue

Face ao aumento de casos de microcefalia, o Brasil está a travar um novo combate contra o mosquito 'Aedes aegypti', que transmite dengue, chikungunya e o zika vírus, este último o principal suspeito de causar o surto.

(Arquivo)

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© Paulo Whitaker / Reuters

O Governo brasileiro anunciou que vai ampliar os esforços para combater o mosquito, incluindo o deslocamento de militares do Exército para combater focos de reprodução e o estudo do uso de novas tecnologias, como a distribuição de redes mosquiteiras impregnadas com inseticidas, a libertação de mosquitos transgênicos cujas larvas não se tornam novos insetos e a esterilização das fêmeas do 'Aedes aegypti' com uma bactéria.

No último fim de semana, a Presidente Dilma Rousseff anunciou um Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, que envolve também Estados e municípios.

Além das ações de combate ao 'Aedes aegypti', as medidas incluem o atendimento a grávidas, o controle centralizado dos casos do diagnóstico e o desenvolvimento tecnológico, de educação e pesquisa.

Até ao passado dia 28 de novembro, o país registou 1.248 casos suspeitos de microcefalia, em 311 cidades de 13 Estados e do Distrito Federal, segundo o Ministério da Saúde.

Até 2014, o Brasil tinha uma média anual de 100 a 120 casos de recém-nascidos com esse diagnóstico.

Os Estados de Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba, no nordeste do país, e Espírito Santo, no sudeste, decretaram o estado de emergência em saúde, assim como o Governo Federal.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, o plano de combate ao mosquito transmissor de dengue divulgado pelas autoridades locais envolve o trabalho de agentes de segurança para a busca e destruição de possíveis criadouros do inseto, que prolifera em locais com águas paradas.

A ligação entre o zika vírus e a microcefalia foi feita pela primeira vez em 17 de novembro, quando o vírus foi encontrado no líquido amniótico de duas grávidas na Paraíba, cujos filhos foram diagnosticados após exames médicos.

Com base nesse resultado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um alerta sobre a relação entre a microcefalia e o zika vírus, que já foi registado em nove países do continente americano, e pediu que o combate ao mosquito 'Aedes aegypti', que transmite o vírus, seja reforçado.

Segundo a OMS, o vírus, que até pouco tempo atrás era considerado um dengue mais brando, pode estar ligado também à síndrome de Guillain-Barré, que ataca o sistema nervoso.

Cientistas do Ministério da Saúde trabalham ao lado de investigadores da Organização Pan-Americana de Saúde e dos Estados Unidos no Estado de Pernambuco, onde foram registados mais casos de microcefalia.

No passado dia 04 de dezembro, o Governo brasileiro diminuiu em um centímetro o critério que classifica um caso suspeito de microcefalia em bebês de nove meses, passando de 33 centímetros para 32 centímetros ou menos, de circunferência de crânio.

Lusa

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