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Brasil pulveriza com inseticida sambódromo do Rio de Janeiro

Os serviços sanitários do Rio de Janeiro pulverizaram esta terça-feira com inseticida o Sambódromo, local onde dentro de 15 dias, começam os desfiles de Carnaval e se realizará a prova olímpica de tiro ao arco, em agosto.

Dezena e meia de agentes sanitários pulverizaram os 900 metros da pista do Sambódromo e respetivas tribunas, que receberão cerca de 70 mil espetadores por noite nos desfiles das diferentes escolas de samba, programados para 7 e 8 de fevereiro próximo.

Dezena e meia de agentes sanitários pulverizaram os 900 metros da pista do Sambódromo e respetivas tribunas, que receberão cerca de 70 mil espetadores por noite nos desfiles das diferentes escolas de samba, programados para 7 e 8 de fevereiro próximo.

© Pilar Olivares / Reuters

A medida visa eliminar os focos do mosquito 'Aedes Aegypti', que transmite os vírus do Dengue, Zika e Chikungunya, associados a casos de microcefalia em bebés e cujo número de afetados aumentou significativamente no Brasil, sobretudo no nordeste brasileiro.

Dezena e meia de agentes sanitários pulverizaram os 900 metros da pista do Sambódromo e respetivas tribunas, que receberão cerca de 70 mil espetadores por noite nos desfiles das diferentes escolas de samba, programados para 7 e 8 de fevereiro próximo.

"A preocupação é grande em todo o Rio de Janeiro, dado que é uma cidade de grandes ocasiões e que recebe grandes eventos. Durante o Carnaval, haverá uma concentração muito maior de turistas de todo o mundo, o que facilitará a disseminação do vírus", disse Marcos Vinicius Ferreira, porta-voz do secretariado de Saúde carioca.

"Dados os Jogos Olímpicos (em agosto), há trabalhos por toda a cidade e torna-se muito complicado chegar a todos os lados. Mas a principal prioridade é eliminar os focos de disseminação" do mosquito, acrescentou.

Um mês antes do início dos Jogos Olímpicos, todas as instalações para as diferentes provas e competições serão submetidas a novos controlos sanitários, de forma a eliminar uma eventual concentração dos insetos.

Segunda-feira, em Brasília, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou que a luta contra o mosquito transmissor será apoiada Por cerca de 200 mil militares, que irão, casa a casa, distribuir "kits" de prevenção e conselhos à população.

No entanto, no Rio de Janeiro, os militares parecem não ser bem-vindos, refere a agência France Presse.

"Não os queremos aqui. Não precisamos deles aqui. Já trabalhamos diretamente com 3.300 agentes sanitários municipais e 7.000 outros comunitários nas favelas. Temos os meios para fazer face ao mosquito", declarou Marco Vinicius Ferreira.

Segundo dados oficiais do Estado do Rio de Janeiro, em 2016 já foram efetuadas 705.995 inspeções na cidade, tendo sido detetados 121.624 focos de larvas e 46.224 eliminados.

Lusa

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