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Vírus Zika

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Grávida que viajou da Colômbia para Espanha infetada pelo vírus Zika

Uma grávida a viver em Espanha viajou para a Colômbia de onde regressou infetada pelo vírus Zika, anunciou hoje o Ministério da Saúde espanhol. Este é o primeiro caso conhecido na Europa de uma grávida infetada.

 Reuters (Arquivo)

Reuters (Arquivo)

© Kim Kyung Hoon / Reuters

A doente, diagnosticada na Catalunha, "é uma mulher grávida que apresentou os sintomas depois de ter viajada para a Colômbia", indicou o Ministério em comunicado, acrescentando que a mulher foi integrada numa lista de sete casos "importados" para Espanha, ou seja, de pessoas que contraíram o vírus após terem viajado para zonas de risco.

Segundo o Departamento de Saúde do executivo regional (Generalitat) da Catalunha, a mulher está a receber assistência, mas não está hospitalizada.

Os sintomas e sinais clínicos da infeção, transmitida aos seres humanos por picada de mosquitos infetados, são muito parecidos com os da gripe, com o doente a registar febre, erupções cutâneas, dores nas articulações, conjuntivite, dores de cabeça e musculares.

Geralmente, os sintomas começam a desaparecer quatro ou cinco dias depois. O período normal de incubação varia entre três a 12 dias.

No caso de mulheres grávidas, o vírus está associado a complicações neurológicas e malformações em fetos, nomeadamente a casos de microcefalia.

Na segunda-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que o recente aumento de casos de microcefalia e de desordens neurológicas na América Latina constitui uma emergência de saúde pública de alcance internacional, adiantando na mesma altura que existe uma forte suspeita de que o aumento daqueles casos seja causado pelo vírus Zika.

A microcefalia é um distúrbio de desenvolvimento fetal que resulta num perímetro do crânio infantil mais baixo do que o normal, com consequências no desenvolvimento do bebé.

A OMS confirmou que até à data foram detetados casos do vírus em 25 países e territórios das Américas.

Segundo a agência das Nações Unidas, a doença está a propagar-se "de forma explosiva" pelo continente americano, com três a quatro milhões de casos esperados este ano, dos quais 1,5 milhões no Brasil, o país mais afetado.

O Departamento de Saúde do executivo regional da Catalunha indicou que até ao momento naquela região foram diagnosticados seis casos positivos e notificados 10 casos suspeitos, todas pessoas que viajaram recentemente para países da América do Sul.

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