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Atletas dos EUA e do Quénia podem falhar Rio2016

O Comité Olímpico dos Estados Unidos informou, esta segunda-feira, que os seus atletas podem consideram não disputar os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em agosto, por causa da preocupação com o vírus da Zika. Posição idêntica foi anunciada esta terça-feira pelo Quénia. Ambos os países têm atletas de alto nível, os Estados Unidos em várias modalidades e o Quénia tem conquistado medalhas olímpicas em diversas especialidades do atletismo.

© Josue Decavele / Reuters

De acordo com a agência Reuters, atletas, funcionários e dirigentes de federações desportivas norte-americanas discutiram a questão e o presidente do Comité Olímpico dos EUA (USOC), Donald Anthony, afirmou que "caso os atletas não se sintam confortáveis podem considerar não ir aos Jogos".

O organismo garantiu também, em comunicado, que os EUA "aguardam ansiosamente pelos Jogos Olímpicos", reiterando que não desaconselhará os atletas a competir pelo seu país.

"Os relatórios que aconselham os atletas norte-americanos a reconsiderarem competir no Rio de Janeiro, em virtude do vírus Zika, são cem por cento imprecisos", referiu o USOC.

O Comité Olímpico dos Estados Unidos garantiu, no entanto, que mantém "permanentes discussões internas de esclarecimento sobre os riscos da propagação e contaminação do vírus Zika".

Os EUA lideraram o quadro de medalhas nas Olimpíadas de Londres, em 2012, com total de 104 medalhas: 46 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze.

O Comité Olímpico do Quénia tomou também uma posição em relação à presença dos seu atletas no Rio2016. A ameaça do vírus Zika está a preocupar os responsáveis desportivos deste país africano.

"Obviamente, não vamos arriscar a enviar quenianos para lá, se o vírus Zika atingir elevados níveis de transmissão", disse Kipchoge Keino, dirigente do Comité Olímpico do Quénia, à agência Reuters.

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