sicnot

Perfil

Vírus Zika

Vírus Zika

Vírus Zika

OMS alerta que o vírus Zika pode expandir-se e chegou para ficar

Um ano após a primeira confirmação da presença do vírus Zika no Brasil, a Organização Mundial de Saúde (OMS) teme que a doença, agora considerada grave, venha a expandir-se para outras regiões e esteja para ficar.

CHRISTIAN BRUNA

Num longo artigo publicado a propósito do primeiro aniversário da confirmação laboratorial do aparecimento do Zika no Brasil, que se assinala no sábado, a OMS faz o historial do vírus desde que foi inicialmente identificado, em 1947, até ao presente, transfigurando-se no último ano de uma "doença obscura" numa "ameaça sanitária global".

Para a OMS, a grande questão hoje é se as populações da África e da Ásia onde o Zika já circula há anos estão imunes ao vírus que está na origem da epidemia atualmente ativa na América do Sul.

A densidade de populações de pessoas e mosquitos nas cidades da Ásia e da África tropical, assim como as suas frágeis infraestruturas, podem facilitar a propagação da epidemia se não se confirmar que existe alguma imunidade.

Alguns especialistas acreditam que a infeção anterior com uma linhagem do vírus poderá fornecer pelo menos alguma proteção contra a infeção por outra linhagem, mas na verdade "ninguém tem a certeza", escrevem os autores do texto da OMS.

Esta questão é particularmente relevante num mundo onde mais de metade da população vive em regiões infestadas pelo Aedes aegypti, o mosquito que transmite o Zika.

Os especialistas que aconselham a OMS e têm acompanhado o reaparecimento do dengue e a recente transformação do chikungunya numa ameaça internacional "são relutantes em emitir conselhos tranquilizadores sobre a possibilidade de as estirpes epidémicas do Zika se espalharem para além das Américas", pode ler-se no texto.

O caso do dengue mostra que "é pouco provável que o Zika simplesmente se extinga e desapareça", escrevem ainda os autores, lembrando que os flavivírus, a que pertence o Zika, estão bem equipados para se adaptarem às pressões ecológicas e para explorarem oportunidades de se expandirem".

As recentes descobertas sobre o vírus nas Américas não são encorajadoras, acrescenta ainda o texto da OMS, lembrando que em abril investigadores no Equador e no nordeste do Brasil detetaram Zika em macacos, o que sugere um novo ciclo de transmissão da doença que pode ajudar o vírus a persistir.

No mesmo mês, cientistas num laboratório no México detetaram o vírus do Zika numa fêmea do mosquito Aedes albopictus, uma espécie invasiva que continua a expandir-se geograficamente e já se adaptou a uma série de habitats próximos dos humanos.

Como este mosquito sobrevive ao inverno nos climas temperados, a sua capacidade de levar o Zika para outras regiões aumenta significativamente o risco de transmissão do vírus.

O mais provável, escreve a OMS, "é que o Zika, agora reclassificado como doença grave, esteja em expansão e tenha poder para ficar".

Entre 01 de janeiro de 2007 e 13 de abril de 2016, a transmissão do vírus do Zika foi documentada em 64 países e territórios, sendo que 42 deles têm estão a viver desde 2015 um primeiro surto da doença, sem evidências anteriores de circulação do vírus e com transmissão contínua através de mosquitos.

O vírus do Zika, transmitido pelo mosquito 'Aedes aegypti', provoca sintomas gripais benignos, mas está também associado a microcefalia, doença em que os bebés nascem com o crânio anormalmente pequeno e défice intelectual, assim como ao síndroma de Guillain-Barré, uma doença neurológica grave.

O Brasil, o país mais afetado pelo surto de Zika, já registou mais de um milhão e meio de casos.

Lusa

  • Vírus do Zika é mais perigoso do que se pensa
    1:25

    Vírus Zika

    Os investigadores chegaram à conclusão que o vírus Zika é mais perigoso do que se pensa. Para além da microcefalia, a infeção poderá provocar outros danos neurológicos e numa maior percentagem de bebés. O Ministério da Saúde do Brasil já confirmou 1200 casos de microcefalia e está a investigar perto de 4 mil casos.

  • Primeiro-ministro holandês liga a Costa para explicar palavras de Dijsselbloem
    2:23

    País

    António Costa pediu que Djisselbloem desaparecesse da Presidência do Eurogrupo. Após esta tomada de posição, o primeiro-ministro holandês ligou para Costa na semana passada a dar explicações. Contudo, o primeiro-ministro português não recua e volta a dizer que Dijsselbloem não tem condições para continuar, na sequência das declarações sobre copos e mulheres. Os eurodeputados do Partido Popular Europeu reforçaram também esta terça-feira o pedido de demissão.

  • Surto de hepatite A em Portugal
    2:45

    País

    Há um surto de hepatite A em Portugal. Desde janeiro, 105 pessoas foram diagnosticadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, um número superior aos casos contabilizados em todo o país nos últimos 40 anos. O surto terá começado na Holanda e está a atingir quase toda a Europa.

  • Abertura da lagoa de Santo André atrai surfistas e bodyboarders
    4:15
  • Novo vídeo do Daesh mostra crianças a treinar para matar
    3:35
  • Kennedy acreditava que Hitler estava vivo

    Mundo

    Um diário de John F. Kennedy vai a leilão em Boston, nos Estados Unidos da América. O diário foi escrito durante a sua breve carreira como jornalista, depois da 2.ª Guerra Mundial. No livro, foram expostas algumas teorias do antigo Presidente norte-americano, como a possibilidade de Hitler estar vivo.

    Ana Rute Carvalho

  • Trump propõe cortes orçamentais para pagar muro

    Mundo

    O Presidente dos Estados Unidos está a propor cortes de milhões de dólares no orçamento para que os contribuintes norte-americanos, e não o México, paguem o muro a construir na fronteira entre os dois países.

  • Tecnologia permite a tetraplégico mexer mão e braço

    Mundo

    Um homem que ficou tetraplégico num acidente voltou a mover-se com a ajuda da tecnologia e apenas usando o pensamento, num projeto de investigadores dos Estados Unidos divulgado esta terça-feira na revista especializada em medicina The Lancet.