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Onze casos de microcefalia em Cabo Verde associados ao vírus Zika

Cabo Verde registou 11 casos de microcefalia associados ao vírus Zika, sendo que um dos bebés diagnosticados com a doença nasceu morto, segundo dados do Ministério da Saúde cabo-verdiano divulgados hoje.

Arquivo

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© Paulo Whitaker / Reuters

Os dados foram avançados pela médica epidemiologista Maria de Lurdes Monteiro, do Serviço de Vigilância Integrada e Respostas a Epidemias (SVIRE), durante uma reflexão e diálogo sobre o impacto do Zika nas mulheres realizada pela ONU Mulheres em Cabo Verde.

Segundo a médica, até ao passado dia 14 de junho, nasceram 10 bebés vivos com microcefalia com ligação ao vírus Zika, enquanto outro nasceu morto e com múltiplas malformações.

Maria de Lurdes Monteiro indicou que nove dos casos registaram-se na cidade da Praia e dois na ilha do Maio, onde se assinalou o nado morto.

A médica avançou que as autoridades estão a acompanhar cerca de 240 mulheres grávidas, sendo 170 na Praia, 44 em São Filipe na ilha do Fogo, 22 no Maio e quatro na Boavista.

O primeiro caso de microcefalia associada ao vírus Zika em Cabo Verde foi detetado em março último, seis meses após a doença ter sido declarada epidemia, tendo-se, até agora, registado mais de 7.500 casos suspeitos acumulados.

Do total de casos, que registaram um declínio a partir de janeiro, Maria de Lurdes Monteiro referiu que 65% foram notificados em mulheres e os restantes em homens.

Salientando que o mosquito transmissor da doença é o "principal inimigo da saúde pública em Cabo Verde" neste momento, a médica disse que a tónica deve ser posta na luta antivetorial, no sentido de eliminar todos os focos do mosquito.

Também enfatizou a necessidade de se envolver toda a sociedade civil no combate à doença, no empoderamento das mulheres, realização de campanhas de limpezas antes, durante e depois da época das chuvas, uso de repelentes e de roupas de protegem o corpo, entre outras medidas.

No início deste mês, o ministro da Saúde cabo-verdiano, Arlindo do Rosário, disse que desde o dia 25 de abril que não se regista a circulação do vírus no país e que os mosquitos analisados não estão infetados.

Em declaração aos jornalistas, Vanilde Furtado, coordenadora do programa da ONU Mulheres em Cabo Verde, disse que a maior preocupação é com as mulheres grávidas, pelas consequências e riscos, e com os bebés que nascem com microcefalia.

Pelo facto de a maioria dos casos (65%) terem sido diagnosticados em mulheres, a coordenadora afirmou que se pretende elaborar um plano para controlar e ter respostas multissectoriais e abrangentes para os impactos da doença nas mulheres cabo-verdianas.


Lusa

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