sicnot

Perfil

Vírus Zika

Vírus Zika

Vírus Zika

OMS aumenta para seis meses recomendação de sexo seguro em países onde o Zika está ativo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aumentou esta terça-feira de oito semanas para seis meses o período para abstinência ou sexo protegido para todas as pessoas que regressem de países onde o vírus do Zika está ativo.

Esta recomendação dirige-se a todas as pessoas, quer tenham ou não sintomas, e não apenas aos casais que estejam a pensar conceber um filho, especificou a organização, em comunicado.

"A OMS recomenda a prática de sexo seguro ou abstinência por um período de seis meses para homens e mulheres que regressem de áreas de transmissão ativa para prevenir a infeção pelo vírus do Zika por via sexual", declarou a agência.

Em junho, a organização tinha recomendado que homens evitassem praticar sexo ou que usassem proteção por oito semanas, mesmo que não apresentassem sintomas.

"Há cada vez mais provas de que a transmissão do vírus por via sexual é possível e mais comum do que se admitia antes", referiu a organização, nas recomendações divulgadas hoje.

O Zika é um vírus transmitido, em primeira instância, por um mosquito, que não causa sintomas em quatro em cada cinco infetados.

Mas, mulheres grávidas que sejam infetadas têm um risco acrescido de dar à luz bebés com microcefalia, uma deformação caracterizada por cérebros e cabeças anormalmente pequenos.

A OMS também recomendou hoje que sejam disponibilizadas às pessoas em zonas afetadas pelo vírus várias opções de contraceção, de forma a que possam tomar "uma decisão informada sobre se e quando ter filhos".

A atual epidemia de Zika, que já está presente em mais de 60 países, surgiu no Brasil no final de 2014.

Na semana passada, o Comité de Emergências da OMS decidiu que a epidemia de Zika continua a ser uma emergência sanitária de alcance internacional, dada a sua expansão geográfica e o desconhecimento sobre os seus efeitos neurológicos.

Lusa

  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18