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Processos de familiares de vítimas do voo MH370 aumentam

O número de processos de familiares das 239 pessoas que estavam no avião da Malaysia Airlines desaparecido a 8 de março de 2014 aumentou, quando se aproxima o fim do prazo para recorrerem à justiça.

Na imagem, a mãe de um dos passageiros do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido a 8 de março do ano passado. No papel exibe a seguinte frase: "Um avião não pode desaparecer e as famílias não podem desistir daquilo que sentem pelos seus entes queridos".

Na imagem, a mãe de um dos passageiros do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido a 8 de março do ano passado. No papel exibe a seguinte frase: "Um avião não pode desaparecer e as famílias não podem desistir daquilo que sentem pelos seus entes queridos".

© Kim Kyung Hoon / Reuters

Várias firmas de advogados dos Estados Unidos, Malásia e Austrália disseram à AFP que começaram a apresentar processos em nome de dezenas de familiares das 239 pessoas do voo MH370, para compensações por danos.

A companhia aérea informou em "várias ocasiões" do período limite de dois anos para os afetados tomarem "as medidas necessárias para preservar os seus direitos legais", segundo um comunicado da empresa citado pela Efe.

O referido período termina em menos de duas semanas, segundo a Convenção de Montreal referida pela Malaysia Airlines num comunicado, informou o diário de Singapura "The Strait Times".

Não foi rejeitado nenhum dos 96 pedidos apresentados até agora, segundo o mesmo comunicado.

A Malaysia Airlines indicou que já atribuiu a compensação total a 42 famílias que perderam pessoas na tragédia, que continua a ser um mistério.

O avião da companhia aérea malaia desapareceu depois de ter mudado de direção numa "ação deliberada", segundo peritos, 40 minutos após a descolagem em Kuala Lumpur, com direção a Pequim.

As buscas pelo aparelho centram-se numa área de 120 mil quilómetros quadrados no oceano Índico a cerca de 1.800 quilómetros a oeste da cidade australiana de Perth.

Em julho passado, equipas descobriram o fragmento de uma asa do MH370 na ilha de Reunião, situada a leste de Madagáscar, o que corresponde ao único indício tangível de que o avião se despenhou no oceano Índico.

Lusa

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