sicnot

Perfil

FB Instant Articles

PM húngaro diz que UE "entregou-se à Turquia"

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, afirmou hoje que a União Europeia (UE) "entregou-se à Turquia" na crise dos migrantes e refugiados, sob o impulso da chanceler alemã, Angela Merkel, com consequências "impossíveis de prever".

© Bernadett Szabo / Reuters (Arquivo)

As declarações do chefe do Governo húngaro, ao semanário económico alemão Wirtschaftswoche, surgem no dia em que Angela Merkel e vários dirigentes europeus se deslocam à Turquia para tentar evitar que o país desrespeite o acordo com a União Europeia sobre a transferência de migrantes e refugiados.

"Entregámo-nos à Turquia. Tal coisa não é nunca boa", disse Viktor Orban, numa referência ao acordo entre Bruxelas e Ancara, impulsionado pela chanceler alemã.

Segundo o primeiro-ministro húngaro, que se opõe ao fluxo de refugiados na Europa, "a segurança da União Europeia não pode estar nas mãos de uma autoridade exterior".

A Turquia comprometeu-se a aceitar, no seu território, os migrantes e refugiados que entraram ilegalmente na Grécia desde 20 de março. O plano prevê que, por cada refugiado sírio que entre na Turquia, outro seja reencaminhado para um país da União Europeia.

A União Europeia aceitou, em contrapartida, dar à Turquia um apoio financeiro de três mil milhões de euros, relançar as discussões sobre a integração do país no 'grupo dos 28' e acelerar o processo de liberalização de vistos para os turcos.

Ancara exigiu, posteriormente, três mil milhões de euros suplementares, ameaçando não respeitar o acordo com Bruxelas se os turcos não ficarem isentos de vistos para entrar na União Europeia, a partir de junho.

"Nós, membros da União Europeia, já pagámos três mil milhões de euros à Turquia, em breve teremos de pagar três mil milhões suplementares. Impossível de prever onde isto vai acabar", disse Viktor Orban, que autorizou o acordo entre Bruxelas e Ancara.

O primeiro-ministro húngaro ressalvou que apoiou a "estratégia turca" apenas na condição de que a União Europeia teria "mais um sistema próprio de proteção de fronteiras" e defendeu que Bruxelas cometeu um erro ao concentrar-se na repartição de refugiados.

Lusa

  • Presidente do Tondela diz que clube foi humilhado
    1:26

    Desporto

    O presidente do Tondela participou esta segunda-feira na conferência de imprensa após o jogo da 23.ª jornada da I Liga com o Sporting. Gilberto Coimbra criticou o árbitro do encontro João Capela, e diz que o tempo de compensação dado a mais foi por uma falta que não foi assinalada sobre um jogador do Tondela, Bruno Monteiro.

  • Último golo do Sporting ao Tondela "é legal e limpinho" 
    0:41

    Desporto

    Jorge Jesus entende que a vitória desta segunda-feira do Sporting frente ao Tondela não merece contestação e destaca o facto de o árbitro ter avisado os jogadores que iria prolongar o tempo extra. Para o treinador dos leões, o golo no minuto 99' é legal. 

  • Deputados pedem medidas urgentes para travar exploração de urânio junto à fronteira
    3:06

    País

    Um projeto de exploração de urânio no município de Retortilho em Salamanca, a cerca de 40 quilómetros da fronteira portuguesa, está a causar preocupação nos dois países. Portugueses e espanhóis temem o risco de contaminação por via aérea e fluvial. Deputados portugueses visitaram o local, onde pediram medidas firmas e urgentes ao Governo para travar o projeto. As autoridades de Espanha não acionaram o mecanismo de avaliação ambiental partilhada.

  • Mulher enterrada viva no Brasil
    1:13

    Mundo

    Uma mulher de 37 anos terá sido enterrada viva no oeste da Bahia, no Brasil. A certidão de óbito aponta um choque séptico como a causa da morte, mas os ferimentos com que foi encontrada no interior do caixão indicam um possível erro. Os moradores de casas vizinhas do cemitério municipal onde Rosângela dos Santos foi enterrada ouviram gritos vindos do túmulo.

  • "Os Estados Unidos são uma sociedade de pistoleiros"
    3:47
  • Trump desafia Oprah a candidatar-se para ser derrotada

    Mundo

    Apesar de Oprah Winfrey ter excluído uma eventual candidatura às eleições presidenciais dos Estados Unidos da América, Donald Trump ainda não se esqueceu dos rumores e desafiou a apresentadora a candidatar-se em 2020. Através do Twitter, o Presidente norte-americano disse ainda que assim poderia ser "exposta e derrotada como todos os outros".

    SIC