Governo quer que 50% do ensino obrigatório seja profissional

21.08.2012 15:52

 

No final da reunião de concertação social, o ministro da Educação, Nuno Crato, esclareceu que o Ministério tem como objetivo que 50% do ensino obrigatório este ano seja pela via profissional.

"Os nossos planos são chegar a 50 por cento ainda este ano, do ensino  secundário", ou seja, "o nosso objetivo é que os jovens escolham as suas  carreiras, mas pensamos que chegar aos 50 por cento na parte da escolaridade  obrigatória no ensino profissional é um objetivo que faz sentido para o  país", declarou o ministro da Educação e Ensino Superior, Nuno Crato, no  final de uma reunião com os parceiros sociais. 

Governo e parceiros sociais estiveram mais de quatro horas em concertação  social para discutir a proposta governamental de reprogramação do Quadro  de Referência Estratégica Nacional (QREN) que assume como vetores gerais  o reforço dos apoios ao emprego e aos desempregados e o estímulo às empresas.

Nuno Crato mencionou que "há novos cursos já este ano", tendo o ministério  incentivado "a abertura dos cursos tendo em conta a capacidade das escolas  para oferecerem esses cursos com qualidade". 

Um segundo critério tido em conta pelo Executivo é "a empregabilidade  dos cursos", disse o ministro da tutela, acrescentando que os jovens terão  à sua disposição "áreas muito variáveis" direcionadas para setores como  o comércio, bens transacionáveis, turismo, restauração e indústria.  

De acordo com Nuno Crato, "o ensino profissional é fundamental para  o desenvolvimento do país e todo o dinheiro empregue na educação dos portugueses  é dinheiro bem empregue". 

A proposta de reprogramação dos fundos comunitários, no âmbito do Quadro  de Referência Estratégica nacional, foi apresentada pelo Governo à Comissão  Europeia em julho, alterando assim as prioridades de financiamento da formação  profissional. 

A mudança mais significativa incide sobre o Programa Operacional Potencial  Humano (POPH), que tem alocados 6,5 milhões de euros, e que passa pelo corte  de 564 milhões de euros ao eixo da "adaptabilidade e aprendizagem ao longo  da vida", segundo a proposta do Executivo enviada na segunda-feira aos parceiros  sociais e hoje discutida na reunião. 

De salientar que entre os programas que mais beneficiam da transferência  de verbas dos fundos comunitários está o referente à "formação avançada",  sob a alçada do Ensino Superior, com um acréscimo de 200 milhões de euros.

Patrões e sindicatos criticaram esta decisão do Governo, alegando que  a prioridade está a ser dada aos jovens e não aos trabalhadores no ativo  que precisam de formação contínua. 

Com Lusa

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