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MADAME, LA PRÉSIDENTE?
17.01.2007 12:10
"Imaginem França como eu vos convido a fazer", propõe Ségolène Royal aos franceses, num discurso em que, sob o tema da sua campanha "desejos de futuro", pede uma "solidariedade colectiva" em torno de uma "França decidida a enfrentar mudanças". Aos 53 anos, Royal abraça o sonho de ser a primeira chefe de Estado de França. Candidata do Partido Socialista francês (PS), apela a uma nação menos submetida ao "liberalismo atroz". Porque, diz, "há que escrever entre todos uma nova página da História".
A quarta de oito filhos de um tenente-coronel de Infantaria, Royal nasce a 22 de Setembro de 1953, em Dakar, quando o Senegal é ainda uma colónia francesa. A educação férrea e a separação dos pais terão aberto feridas até à idade adulta. Leva o pai a tribunal por não lhe ter pago os estudos e, aos 25 anos, chega mesmo a retirar Marie do seu nome, num gesto para romper com o passado.
Ségolène faz os estudos primários e secundários em Charmes, leste de França. Em Nancy, licencia-se em Ciências Económicas e em Paris, na École Nationale d'Administration, obtém o diploma de Ciências Políticas. É lá que conhece o companheiro, François Hollande, actual líder do Partido Socialista.
Em 1982 torna-se Conselheira para a Juventude e Desporto e, mais tarde, para os Assuntos Sociais. Sob o amparo de François Miterrand, é colocada nas listas eleitorais de Deux-Sevres para as legislativas de 1988. Consegue assento como deputada e é reeleita nos anos seguintes.
Entre 1992 e 1993 é ministra do Ambiente no Governo de Pierre Bérégovoy, mas é de 1997 a 2002 que reforça verdadeiramente a sua experiência ministerial - como ministra delegada do Ensino e mais tarde da Família e da Infância e das Pessoas com Deficiência. Desde 2004, é presidente da região de Poitou-Charentes, tornando-se na primeira mulher eleita para gerir uma das 22 regiões de França.
Constrói uma imagem de "presidenciável". Tida como carismática e maestrina na comunicação, faz crescer além-fronteiras um fenómeno mediático em torno de si. Os mais críticos apelidam-na de irascível, déspota e populista. Os que lhe são fiéis antecipam-se e chamam-na "Madame, la Président".
Popular na televisão e nas revistas cor-de-rosa, é alvo de constantes debates sobre a sua elegância. Sobre uma recente visita de Ségolène ao Senegal, foi generalizada na imprensa a observação de que, mesmo sob o tórrido calor de Dakar, Royal nunca soltou uma gota de suor
Assumidamente feminista, Ségolène é mãe de quatro filhos, entre os 14 e os 22 anos. A maternidade não a impede, no entanto, de perseguir a empresa de, com "mãos de ferro", abanar um "sistema político que muitos olham com desencanto". Depois da Inglaterra de Thatcher e da Alemanha de Merkel, Sègolène auto-proclama-se o rosto de uma França em mudança.
"Imaginem França como eu vos convido a fazer", propõe Ségolène Royal aos franceses, num discurso em que, sob o tema da sua campanha "desejos de futuro", pede uma "solidariedade colectiva" em torno de uma "França decidida a enfrentar mudanças". Aos 53 anos, Royal abraça o sonho de ser a primeira chefe de Estado de França. Candidata do Partido Socialista francês (PS), apela a uma nação menos submetida ao "liberalismo atroz". Porque, diz, "há que escrever entre todos uma nova página da História".
A quarta de oito filhos de um tenente-coronel de Infantaria, Royal nasce a 22 de Setembro de 1953, em Dakar, quando o Senegal é ainda uma colónia francesa. A educação férrea e a separação dos pais terão aberto feridas até à idade adulta. Leva o pai a tribunal por não lhe ter pago os estudos e, aos 25 anos, chega mesmo a retirar Marie do seu nome, num gesto para romper com o passado.
Ségolène faz os estudos primários e secundários em Charmes, leste de França. Em Nancy, licencia-se em Ciências Económicas e em Paris, na École Nationale d'Administration, obtém o diploma de Ciências Políticas. É lá que conhece o companheiro, François Hollande, actual líder do Partido Socialista.
Em 1982 torna-se Conselheira para a Juventude e Desporto e, mais tarde, para os Assuntos Sociais. Sob o amparo de François Miterrand, é colocada nas listas eleitorais de Deux-Sevres para as legislativas de 1988. Consegue assento como deputada e é reeleita nos anos seguintes.
Entre 1992 e 1993 é ministra do Ambiente no Governo de Pierre Bérégovoy, mas é de 1997 a 2002 que reforça verdadeiramente a sua experiência ministerial - como ministra delegada do Ensino e mais tarde da Família e da Infância e das Pessoas com Deficiência. Desde 2004, é presidente da região de Poitou-Charentes, tornando-se na primeira mulher eleita para gerir uma das 22 regiões de França.
Constrói uma imagem de "presidenciável". Tida como carismática e maestrina na comunicação, faz crescer além-fronteiras um fenómeno mediático em torno de si. Os mais críticos apelidam-na de irascível, déspota e populista. Os que lhe são fiéis antecipam-se e chamam-na "Madame, la Président".
Popular na televisão e nas revistas cor-de-rosa, é alvo de constantes debates sobre a sua elegância. Sobre uma recente visita de Ségolène ao Senegal, foi generalizada na imprensa a observação de que, mesmo sob o tórrido calor de Dakar, Royal nunca soltou uma gota de suor
Assumidamente feminista, Ségolène é mãe de quatro filhos, entre os 14 e os 22 anos. A maternidade não a impede, no entanto, de perseguir a empresa de, com "mãos de ferro", abanar um "sistema político que muitos olham com desencanto". Depois da Inglaterra de Thatcher e da Alemanha de Merkel, Sègolène auto-proclama-se o rosto de uma França em mudança.
"Imaginem França como eu vos convido a fazer", propõe Ségolène Royal aos franceses, num discurso em que, sob o tema da sua campanha "desejos de futuro", pede uma "solidariedade colectiva" em torno de uma "França decidida a enfrentar mudanças". Aos 53 anos, Royal abraça o sonho de ser a primeira chefe de Estado de França. Candidata do Partido Socialista francês (PS), apela a uma nação menos submetida ao "liberalismo atroz". Porque, diz, "há que escrever entre todos uma nova página da História".
A quarta de oito filhos de um tenente-coronel de Infantaria, Royal nasce a 22 de Setembro de 1953, em Dakar, quando o Senegal é ainda uma colónia francesa. A educação férrea e a separação dos pais terão aberto feridas até à idade adulta. Leva o pai a tribunal por não lhe ter pago os estudos e, aos 25 anos, chega mesmo a retirar Marie do seu nome, num gesto para romper com o passado.
Ségolène faz os estudos primários e secundários em Charmes, leste de França. Em Nancy, licencia-se em Ciências Económicas e em Paris, na École Nationale d'Administration, obtém o diploma de Ciências Políticas. É lá que conhece o companheiro, François Hollande, actual líder do Partido Socialista.
Em 1982 torna-se Conselheira para a Juventude e Desporto e, mais tarde, para os Assuntos Sociais. Sob o amparo de François Miterrand, é colocada nas listas eleitorais de Deux-Sevres para as legislativas de 1988. Consegue assento como deputada e é reeleita nos anos seguintes.
Entre 1992 e 1993 é ministra do Ambiente no Governo de Pierre Bérégovoy, mas é de 1997 a 2002 que reforça verdadeiramente a sua experiência ministerial - como ministra delegada do Ensino e mais tarde da Família e da Infância e das Pessoas com Deficiência. Desde 2004, é presidente da região de Poitou-Charentes, tornando-se na primeira mulher eleita para gerir uma das 22 regiões de França.
Constrói uma imagem de "presidenciável". Tida como carismática e maestrina na comunicação, faz crescer além-fronteiras um fenómeno mediático em torno de si. Os mais críticos apelidam-na de irascível, déspota e populista. Os que lhe são fiéis antecipam-se e chamam-na "Madame, la Président".
Popular na televisão e nas revistas cor-de-rosa, é alvo de constantes debates sobre a sua elegância. Sobre uma recente visita de Ségolène ao Senegal, foi generalizada na imprensa a observação de que, mesmo sob o tórrido calor de Dakar, Royal nunca soltou uma gota de suor
Assumidamente feminista, Ségolène é mãe de quatro filhos, entre os 14 e os 22 anos. A maternidade não a impede, no entanto, de perseguir a empresa de, com "mãos de ferro", abanar um "sistema político que muitos olham com desencanto". Depois da Inglaterra de Thatcher e da Alemanha de Merkel, Sègolène auto-proclama-se o rosto de uma França em mudança.
"Imaginem França como eu vos convido a fazer", propõe Ségolène Royal aos franceses, num discurso em que, sob o tema da sua campanha "desejos de futuro", pede uma "solidariedade colectiva" em torno de uma "França decidida a enfrentar mudanças". Aos 53 anos, Royal abraça o sonho de ser a primeira chefe de Estado de França. Candidata do Partido Socialista francês (PS), apela a uma nação menos submetida ao "liberalismo atroz". Porque, diz, "há que escrever entre todos uma nova página da História".
A quarta de oito filhos de um tenente-coronel de Infantaria, Royal nasce a 22 de Setembro de 1953, em Dakar, quando o Senegal é ainda uma colónia francesa. A educação férrea e a separação dos pais terão aberto feridas até à idade adulta. Leva o pai a tribunal por não lhe ter pago os estudos e, aos 25 anos, chega mesmo a retirar Marie do seu nome, num gesto para romper com o passado.
Ségolène faz os estudos primários e secundários em Charmes, leste de França. Em Nancy, licencia-se em Ciências Económicas e em Paris, na École Nationale d'Administration, obtém o diploma de Ciências Políticas. É lá que conhece o companheiro, François Hollande, actual líder do Partido Socialista.
Em 1982 torna-se Conselheira para a Juventude e Desporto e, mais tarde, para os Assuntos Sociais. Sob o amparo de François Miterrand, é colocada nas listas eleitorais de Deux-Sevres para as legislativas de 1988. Consegue assento como deputada e é reeleita nos anos seguintes.
Entre 1992 e 1993 é ministra do Ambiente no Governo de Pierre Bérégovoy, mas é de 1997 a 2002 que reforça verdadeiramente a sua experiência ministerial - como ministra delegada do Ensino e mais tarde da Família e da Infância e das Pessoas com Deficiência. Desde 2004, é presidente da região de Poitou-Charentes, tornando-se na primeira mulher eleita para gerir uma das 22 regiões de França.
Constrói uma imagem de "presidenciável". Tida como carismática e maestrina na comunicação, faz crescer além-fronteiras um fenómeno mediático em torno de si. Os mais críticos apelidam-na de irascível, déspota e populista. Os que lhe são fiéis antecipam-se e chamam-na "Madame, la Président".
Popular na televisão e nas revistas cor-de-rosa, é alvo de constantes debates sobre a sua elegância. Sobre uma recente visita de Ségolène ao Senegal, foi generalizada na imprensa a observação de que, mesmo sob o tórrido calor de Dakar, Royal nunca soltou uma gota de suor
Assumidamente feminista, Ségolène é mãe de quatro filhos, entre os 14 e os 22 anos. A maternidade não a impede, no entanto, de perseguir a empresa de, com "mãos de ferro", abanar um "sistema político que muitos olham com desencanto". Depois da Inglaterra de Thatcher e da Alemanha de Merkel, Sègolène auto-proclama-se o rosto de uma França em mudança.
Ségolène Royal, a candidata socialista ao Eliseu
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