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01.07.2011 17:40
Alegada vítima de Strauss-Kahn admite ter mentido perante o júri
A empregada do hotel que acusa Dominique Strauss-Kahn de violação admitiu hoje ter mentido sobre o que se passou a seguir ao alegado ataque. Ao contrário do que afirmou, após o incidente foi ainda limpar outros quartos, avança a agência Reuters.
O tribunal de Nova Iorque decidiu hoje libertar Dominique Strauss-Kahn sem fiança, um mês e meio depois de o colocar sob prisão domiciliária pela acusação de crimes sexuais.
A justiça norte-americana não abandonou, no entanto, a acusação por crimes sexuais que custou a Strauss-Kahn o cargo de diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Numa breve audiência de 10 minutos no tribunal penal de Manhattan, Nova Iorque, o procurador Cyrus Vance pediu ao juiz para levantar a prisão domiciliária de Strauss-Kahn, após revelações que desacreditaram a sua acusadora, uma empregada de hotel guineense de 32 anos.
Esta afirma que Strauss-Kahn a tentou violar a 14 de maio no quarto que ocupava no hotel Sofitel de Nova Iorque.
A justiça decidiu igualmente levantar a exigência da fiança de seis milhões de dólares que foi imposta ao acusado.
Mas o procurador recusou retirar as acusações, explicando que o caso não estava fechado.
Está marcada uma audiência para o próximo dia 18.
Um dos advogados de Strauss-Kahn, William Taylor, assegurou à saída do tribunal estar "convencido" que o seu cliente será absolvido. Mas o advogado da empregada do Sofitel, Kenneth Thompson, declarou que a sua cliente não "mudou uma única palavra" da sua versão dos factos, precisando ter "provas materiais" da agressão sexual.
Na edição de hoje, o New York Times noticia que as acusações de tentativa de violação de uma empregada de um hotel contra Dominique Strauss-Kahn estão prestes a ser abandonadas, depois de os investigadores terem descoberto grandes contradições no testemunho da acusadora.
Lusa
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