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NATO transfere segurança para afegãos até meados de 2013

A NATO vai transferir a responsabilidade  pela segurança para os afegãos "até meados de 2013" e assumirá um papel  de apoio até ao final de 2014, anunciou hoje a organização na declaração  final da Cimeira de Chicago. 

(Reuters)

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© Jim Young / Reuters

"Até meados de 2013 (...), as forças de segurança afegãs serão as principais  responsáveis pela segurança em todo o país. Com essa etapa ultrapassada,  o papel da força internacional evoluirá crescentemente de uma missão principalmente  de combate para uma missão de formação, conselho e assistência", até ao  final de 2014, segundo o documento. 

Entre meados de 2013 e o final de 2014, as tropas da NATO vão manter-se  no país para "garantir que os afegãos beneficiam do apoio de que necessitam  para se adaptarem às novas responsabilidades, mais importantes". 

"Estamos a reduzir a nossa força, gradual e responsavelmente, para completar  a missão da ISAF a 31 de dezembro de 2014", lê-se no texto sobre a Força  Internacional de Assistência à Segurança, a missão da NATO no Afeganistão.

A declaração confirma o calendário estabelecido na Cimeira de Lisboa  (novembro de 2010). A transferência da responsabilidade de segurança para  os afegãos foi dividida em cinco fases, a terceira das quais foi lançada  este mês. 

No documento, os aliados manifestam o compromisso para com o Afeganistão  após a saída das tropas, prometendo "um sólido apoio político e prático,  a longo prazo". 

"A NATO está preparada para estabelecer, a pedido do governo do Afeganistão,  uma nova missão, pós-2014, de natureza diferente, para treinar, aconselhar  e assistir as forças de segurança afegãs", declararam. 

"Essa não será uma missão de combate. Encarregamos o Conselho (do Atlântico  Norte) de começar imediatamente a trabalhar no processo de planeamento militar  para a missão pós-ISAF", acrescentam. 

Na declaração, os líderes da Aliança Atlântica apelam por outro lado  ao Paquistão para que reabra as vias de abastecimento às colunas da coligação  internacional no Afeganistão "assim que possível". 

A reabertura das vias de abastecimento, estratégica para a saída gradual  da NATO do Afeganistão, está num impasse devido aos custos de passagem exigidos  pelo Paquistão, considerado inaceitável pelos Estados Unidos. 

No documento, a NATO manifesta o seu apreço à Rússia e aos países da  Ásia Central por autorizarem a passagem das colunas de abastecimento da  Aliança pelos seus territórios. 

Os 28 membros da Aliança Atlântica discutiram a missão no Afeganistão  no jantar de domingo. Para hoje está prevista uma reunião dos aliados com  os outros 22 países que participam na ISAF. 

Com Lusa

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