04.02.2012 09:45

Mais de 200 mortos na cidade síria de Homs em véspera de votação no Conselho de Segurança

 
 

O Observatório Sírio dos Direitos do Homem assegura que pelo menos 217 pessoas morreram e centenas ficaram feridas na cidade de Homs, no centro da Síria, vítimas de tiros de morteiros. A organização pede ao povo para se defenda das investidas do regime e que saia à rua para combater as forças de Bashar Al-Assad. Entretanto, hoje, a crise síria deverá ser alvo de votação no Conselho de Segurança da ONU.

Imagens das cadeias televisivas árabes de informação Al-Arabiya e Al-Jazeera mostram dezenas de corpos sem vida no solo.  

O Observatório Sírio dos Direitos do Homem garante que os morteiros foram disparados pela polícia síria. No entanto, o regime já negou e referiu que a morte de  civis em Homs foi perpetrada por "homens armados", revelou a agência oficial  Sana. 

O Conselho de Segurança vai votar este sábado  uma resolução que apoia a iniciativa da Liga Árabe para a Síria, proposta  por 17 Estados membros da ONU, incluindo Portugal, mas vista com reservas  pela Rússia. 

A última versão da resolução foi retificada depois de contactos na quarta-feira  e na quinta-feira no Conselho de Segurança entre os 15 países-membros, tendo  sido retiradas referências à perda de poderes pelo presidente sírio, que a Rússia rejeitava. 

Refere agora apenas o "apoio total" à iniciativa, de 22 de janeiro,  sobre a Síria, para "facilitar uma transição política que leve a um sistema  político democrático e plural, no qual os cidadãos são iguais independentemente  da sua afiliação, etnia ou crença, incluindo pelo começo de um diálogo político  sério" entre o regime de Bashar Al-Assad e a oposição síria. 

Em aberto está o uso pela Rússia do seu poder de veto no Conselho de  Segurança, como fez em outubro do ano passado, acompanhada pela China, quando  os países ocidentais avançaram para a votação de uma resolução cujos termos  rejeitava.

Com Lusa

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