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Co-presidente do Deutsche Bank será julgado sob acusação de falso testemunho

Jürgen Fitschen, co-presidente do banco alemão Deutsche Bank, será julgado a partir de abril, acusado de falso testemunho num processo anterior, anunciou hoje um tribunal de Munique.

(Reuters/Arquivo)

Fitschen e quatro antigos dirigentes do Deutsche Bank (Rolf Breuer, Josef Ackermann, Clemens Boersig e Tessen von Heydebreck) são acusados de "falso testemunho" e de terem tentado enganar a justiça num processo que opôs o banco ao ex-magnata dos 'media' Leo Kirch e à família deste, referiu o tribunal em comunicado.

O julgamento terá início a 28 de abril, segundo o tribunal.

Segundo a agência Efe, o Ministério Público de Munique acusa os executivos do Deutsche Bank de terem dado informações falsas num anterior processo judicial para impedir o pagamento de indemnizações aos herdeiros de Leo Kirch.

Leo Kirch, que morreu em 2011, aos 84 anos, acusou o Deutsche Bank de ter provocado a queda do seu grupo em 2002. 

Em causa, estava uma pequena entrevista à Bloomberg TV na qual o então líder do banco, Rolf Breuer, lançou dúvidas sobre a solidez financeira do grupo de 'media' que tinha canais de televisão para assinantes e direitos de difusão de eventos desportivos.

Fitschen, que é co-presidente do Deutsche Bank com Anshu Jain desde junho de 2012, é suspeito de não ter corrigido declarações "manifestamente falsas" dos outros acusados para não prejudicar a sua estratégia de defesa, indicou o Ministério Público em setembro, citado pela AFP. 

O Deutsche Bank anunciou em fevereiro de 2014 que pagaria perto de mil milhões de euros aos herdeiros de Kirch para resolver o caso, que se arrastava na justiça há mais de dez anos.


Lusa
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