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Encontro com homólogo russo deixa John Kerry "esperançoso" numa possível mudança na Ucrânia

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou hoje estar esperançoso quanto ao início de um clima de mudança na Ucrânia, após um encontro em Genebra com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov.

© POOL New / Reuters

"Tenho esperança de que seja o início de uma mudança que irá significar uma melhoria para todos", declarou John Kerry, numa conferência de imprensa, após um encontro de 80 minutos com o chefe da diplomacia russa.  

"Espero que seja o caminho para um maior desagravamento e não para mais deceções", indicou Kerry, que está em Genebra por ocasião da 28.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.  

Os dois representantes discutiram a importância da plena execução do frágil acordo de paz alcançado em Minsk, na Bielorrússia, em fevereiro, segundo indicou o secretário de Estado norte-americano. 

Kerry afirmou esperar que o acordo seja plenamente aplicado "nas próximas horas e certamente nos próximos dias". 

O secretário de Estado norte-americano manifestou ainda esperança de alcançar uma melhor cooperação com a Rússia. 

"Penso que o Presidente [Vladimir] Putin interpreta de forma errada uma grande parte das coisas que os Estados Unidos procuram fazer", declarou. 

John Kerry não excluiu, no entanto, a hipótese de existirem novas sanções contra a Rússia e a economia russa, em caso de fracasso das tentativas de travar a violência no leste da Ucrânia.

O encontro entre Kerry e Lavrov ocorreu pouco depois de as Nações Unidas terem anunciado que mais de 6.000 pessoas morreram na Ucrânia desde o início da violência em abril de 2014. 

O Alto-comissário para os Direitos Humanos, Zeid Raad al Hussein, denunciou hoje "uma destruição impiedosa contra civis e infraestruturas". 

Os Estados Unidos e outros países ocidentais, que estão do lado das autoridades ucranianas de Kiev, acusam a Rússia de apoiar os separatistas do leste ucraniano, fornecendo-lhes armas e tropas. Moscovo sempre desmentiu qualquer envolvimento no conflito.


Lusa

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