sicnot

Perfil

Mundo

Estado brasileiro decreta calamidade pública devido às inundações

A cidade brasileira de Rio Branco, capital do estado do Acre, decretou o estado de "calamidade pública" devido às inundações provocadas pelo aumento do caudal do rio Acre, atingindo inúmeras localidades, informaram hoje fontes oficiais.

© STRINGER Brazil / Reuters

O rio Acre chegou hoje a um nível de 17,8 metros e superou em dez centímetros a maior cheia que se havia registado até agora, ocorrida em 1997, segundo informações da Defesa Civil do estado, que se localiza na região norte do Brasil.

Devido ao aumento do nível do rio, pelo menos 5.836 pessoas foram retiradas de suas casas e alojadas em quatro centros instalados pela câmara municipal em pavilhões desportivos, centros educativos e no parque de exposições, segundo a edilidade.

O número de atingidos pelas enchentes em Rio Branco é de 50 mil pessoas e pelo menos 14 mil casas foram inundadas em 38 bairros e 21 comunidades rurais, dentro do limite municipal da capital.

A edilidade de Rio Branco, cidade com 308 mil habitantes, fechou as duas pontes que atravessam o centro da cidade e as vias próximas do rio por precaução.

As inundações também deixaram um grande número de afetados e outras localidades do Acre, estado que faz fronteira com o Peru e a Bolívia.

Uma das localidades mais afetadas foi Brasiléia, localizada na fronteira com a Bolívia e a 220 quilómetros de Rio Branco, que ficou praticamente debaixo das águas do rio Acre.

Em 2014, as inundações isolaram o estado do Acre durante vários dias do resto do Brasil, ao cortar várias estradas e as autoridades tiveram de servir-se de aviões para garantir o fornecimento de alimentos.


Lusa
  • Europa num clima de tensão parecido ao dos anos que antecederam a 2.ª Guerra Mundial
    2:18

    Mundo

    O populismo e a demonização do outro estão a conduzir a Europa a um clima de tensão semelhante ao dos anos que antecederam a 2.ª Guerra mundial. A conclusão é do relatório anual da Amnistia internacional, que denuncia ainda que 2016 foi um ano de "implacável miséria e medo" para milhões de pessoas. Embalados pelo discurso do medo, vários governos recuaram nos direitos humanos.