sicnot

Perfil

Mundo

Estirpe da gripe H3N2 já matou mais que surto da SARS de 2003 em Hong Kong

A estirpe da gripe H3N2 já matou mais pessoas em Hong Kong do que o surto da Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS) que, em 2003, fez 299 vítimas na antiga colónia britânica.

© Bobby Yip / Reuters

Três pessoas morreram este fim de semana em Hong Kong, elevando para 307 o número de casos de gripe fatais desde o início do ano.

Contudo, a taxa de mortalidade da gripe H3N2 figura entre 2% e 3% -- sendo a maioria das vítimas idosos ou doentes crónicos --, enquanto a da SARS correspondia a 17%, pelo que especialistas citados hoje pelo South China Morning Post consideram que os dois vírus não devem, por isso, ser comparados.

Entre as 307 vítimas mortais figura uma criança. Até ao momento, 417 adultos e 17 crianças precisaram de cuidados intensivos, segundo o mesmo jornal.

Estes valores excedem amplamente os da temporada de gripe anterior, uma vez que no ano passado foram registados 149 mortes e 136 casos que careceram de cuidados intensivos, de acordo com a Autoridade Hospitalar da Região Administrativa Especial chinesa.

Em paralelo, Hong Kong registou o primeiro caso mortal de gripe aviária H7N9. Em causa, um homem de 61 anos que contraiu o vírus durante uma visita ao interior da China, onde teve contacto com aves vivas, figurando como a terceira pessoa a ser diagnosticada com esse vírus desde o início do ano no território.

Uma mulher, de 69 anos, permanece em estado crítico, enquanto um outro paciente recebeu já alta hospitalar. Todos viajaram para o interior da China.

Desde o ano 2013 que foram registados cumulativamente na China 609 casos confirmados de infeção humana pela gripe aviária H7N9, os quais resultaram em pelo menos 211 mortos, segundo dados publicados pelos Serviços de Saúde de Macau. 

Macau tem escapado a ambos os surtos, uma vez que não registou, até ao momento, casos graves de H3N2 nem ocorrência de casos da gripe aviária H7N9.



Lusa
  • "Quem faz isto sabe estudar os dias e o vento para arder o máximo possível"
    4:15
  • O balanço trágico dos incêndios do fim de semana
    0:51

    País

    Mais de 500 mil hectares de área ardida, 42 vítimas mortais, 71 de feridos, dezenas de casas e empresas destruídas. É este o balanço de mais um fim de semana trágico para Portugal a nível de incêndios florestais.

  • 2017: o ano em que mais território português ardeu
    1:41

    País

    Desde janeiro, houve mais área ardida do que em qualquer outro ano na história registada de incêndios florestais. Segundo dados provisórios do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais, mais de 519 mil hectares foram consumidos pelas chamas até 17 de outubro, o que representa quase 6% de toda a área de Portugal. 

  • "Viverei com o peso na consciência até ao último dia"
    3:00
  • O que resta de Tondela depois dos incêndios
    1:07

    País

    O concelho de Tondela é agora um mar de cinzas, imagens recolhidas pela SIC com um drone mostram bem a dimensão do que foi destruído pelos incêndios. Perto 100 habitações principais ou secundárias, barracões, oficinas e stands arderam. 

  • Moradores reuniram esforços para salvar idosos das chamas em Pardieiros
    2:50

    País

    O incêndio de domingo em Nelas fez uma vítima mortal: um homem de 50 anos, de Caldas da Felgueira, que regressava de uma aldeia vizinha, onde tinha ido ajudar a combater as chamas. Em Pardieiros, no concelho de Carregal do Sal, várias casas arderam e uma jovem sofreu queimaduras ao fugir do incêndio. Durante o incêndio, pessoas reuniram esforços para salvar a povoação.

  • A fotografia que está a correr (e a impressionar) o Mundo

    Mundo

    A fotografia de uma cadela a carregar, na boca, o cadáver calcinado da cria está a comover o mundo. Entre as muitas fotografias que mostram o cenário causado pelos incêndios que devastaram a Galiza nos últimos dias, esta está a causar especial impacto. O registo é do fotógrafo Salvador Sas, da agência EFE. A imagem pode impressionar os mais sensíveis.

  • As lágrimas do primeiro-ministro do Canadá

    Mundo

    O primeiro-ministro da Canadá, Justin Trudeau, emocionou-se esta quarta-feira ao falar de um artista que morreu depois de perder uma luta contra o cancro. Gord Downie, vocalista da banda de rock canadiana "The Tragically Hip", faleceu esta terça-feira, aos 53 anos, vítima de um tumor cerebral.