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Governo afegão eleva para 300 número de mortos em tempestade de neve

O Governo do Afeganistão elevou hoje para 300 o número de mortos na sequência das várias tempestades de neve e avalanchas que atingiram na semana passada aquele país, informando ainda que as operações de resgate prosseguem no terreno.

© Omar Sobhani / Reuters

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O último balanço oficial, apresentado no sábado, dava conta de 286 vítimas mortais.

"Ainda estamos a tentar resgatar pessoas que estão retidas, além de prestar assistência e provisões. Depois iremos ajudar as pessoas a reabilitarem as suas colheitas e casas", afirmou o primeiro-ministro afegão, Abdullah Abdullah, durante uma sessão do Conselho de Ministros, transmitida em direto na televisão.

Na mesma intervenção, o chefe do Governo afegão realçou a necessidade do país adotar medidas adicionais para responder eficazmente aos desastres naturais. 

Na semana passada, várias tempestades de neve atingiram 19 das 34 províncias afegãs, especialmente as províncias localizados no norte, leste e oeste do território.

A província montanhosa de Panjshir, a cerca de 150 quilómetros a norte da capital Cabul, foi a mais castigada pelas más condições meteorológicas, com o registo de pelo menos 196 mortos, uma centena de feridos e cerca de 300 casas destruídas, segundo o vice-governador regional, Abdul Khabear Bakhshi.

Milhares de pessoas continuam retidas naquela província em zonas remotas e de má acessibilidade.

"Vai levar pelo menos um mês para retirar a neve de todas as estradas e para ter acesso às povoações remotas", admitiu o vice-governador regional, acrescentando que as populações destas zonas sofrem de escassez de alimentos, água e de cuidados médicos.

Equipas de segurança estão a tentar chegar às áreas mais montanhosas com recurso a helicópteros de resgate.

No sábado, o Governo afegão decretou três dias de luto nacional em memória das vítimas do mau tempo.

O Afeganistão é atingido frequentemente por desastres naturais que provocam grandes perdas humanas, como foi o caso dos deslizamentos de terras que causaram a morte de 2.000 pessoas em maio de 2014 na região nordeste do país.



Lusa
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