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Namorada de opositor russo Nemtsov "retida" na Rússia

A polícia russa ainda está a questionar Anna Duritskaya, a namorada ucraniana do opositor russo Boris Nemtsov, que estava com ele na noite em que foi morto em Moscovo.

Anna Duritskaya

Anna Duritskaya

Daria Buznikova/AP

Testemunha do assassínio do seu namorado, a modelo ucraniana Anna Duritskaya queixa-se de estar a ser retida na Rússia. Em declarações à estação de televisão independente russa TV Rain (Dozhd) disse não perceber porque ainda se encontra em território russo.

"Os investigadores interrogaram-me e não me disseram quando serei libertada nem porque me retêm aqui. Dizem-me que é por razões de segurança", cita a BBC. O canal britânico acrescenta que o advogado da modelo diz que "a polícia tem agido corretamente".

Anna Duritskaya, de 23 anos, mora em Bila Tserkva, a 70 quilómetros de Kiev, diz que está ansiosa para regressar a casa e ir ter com a mãe. Era a namorada de Boris Nemtsov há cerca de dois anos e meio, com quem estava na noite de sexta-feira. Tinham ambos acabado de sair de um restaurante perto do Kremlin quando um carro branco se aproximou, pelas 23h40 locais, 20h40 em Lisboa. Nemtsov foi atingido por quatro tiros, Duritskaya não sofreu qualquer ferimento.

"Não sei de onde veio o assassino. Não o vi. Tudo aconteceu quando estava de costas", disse Duritskaya, à estação de televisão Dozhd, acrescentando que Nemtsov foi atingido nas costas por vários disparos na altura em que cruzavam a pé uma ponte frente à catedral de S. Basílio, em Moscovo.

A testemunha diz que recorda apenas a passagem de um "automóvel de cor clara".    

"Não vi nem a marca nem a matrícula do automóvel que se pôs em fuga. Não vi o assassino a entrar no carro", explicou, dizendo também que não se apercebeu se estavam ou não a ser seguidos. 

A modelo negou que Nemtsov tivesse recebido ameaças por motivos políticos, apesar de o advogado já ter afirmado que o opositor já tinha recebido várias ameaças de morte.

As autoridades russas que ofereceram uma recompensa de três milhões de rublos (cerca de 50 mil euros) por "informação válida" já fizeram saber que estudam várias hipóteses sobre os motivos do assassinato. 

De acordo com a imprensa de Moscovo, os investigadores não excluem que o assassinato do líder da oposição tenha tido como principal intenção provocar instabilidade na Rússia.

Nemtsov era um dos maiores críticos da ingerência da Rússia nos assuntos internos da Ucrânia e já tinha denunciado a presença de milhares de soldados russos que se encontram a combater nas fileiras dos separatistas do leste da Ucrânia.






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