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Opositor russo Nemtsov tinha "provas" do envolvimento russo, diz um amigo

O opositor russo Boris Nemtsov, assassinado na sexta-feira em Moscovo, reuniu "provas" da presença de soldados russos na Ucrânia que se preparava para divulgar, afirmou hoje um seu amigo.

© Sergei Karpukhin / Reuters

"Ele tinha provas. Ele contou que estava em contacto, em Ivanovo, Iaroslav e outras cidades, com familiares de soldados russos mortos" na Ucrânia, disse à agência de notícias francesa, AFP, Ilia Iachin, que dirige o movimento da oposição Solidarnost e era um dos seus amigos mais próximos.

Iachin declarou temer agora que essas provas nunca cheguem ao conhecimento público.

"Não sei como é que ele obteve essas informações. Os investigadores foram a casa dele duas horas após o assassínio e depois, foram ao seu escritório, no dia seguinte. Levaram documentos e esses locais estão agora selados", precisou.

As informações deviam estar reunidas num "relatório intitulado 'Putin e a guerra' que estava prestes a ser publicado", dissera Boris Nemtsov dois dias antes de ser assassinado, segundo Ilia Iachin.

"Penso que se ele tivesse concluído esse relatório, ele teria causado sensação", garantira antes Iachin à estação televisiva da oposição Dojd.

"Mas não posso afirmar que o seu assassínio esteja ligado a este caso. Parece-me ser um dado importante, ao qual o inquérito deverá prestar atenção", frisou.

Boris Nemtsov já tinha divulgado vários relatórios antes, um dos quais sobre a corrupção na preparação dos Jogos Olímpicos de inverno de 2014, em Sotchi.

Poucas informações foram alvo de fuga sobre o inquérito desde o assassínio a tiro de Nemtsov, na sexta-feira, pouco antes da meia-noite, perto do Kremlin.



Lusa

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