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Papa quer igreja de "portas abertas" no norte de África

O papa Francisco dirigiu-se hoje às igrejas católicas do norte de África para que estas evitem o proselitismo e acolham a todos os fiéis para demonstrar que são comunidades "de portas abertas". 

© Tony Gentile / Reuters

"Acolhendo a todos com benevolência e sem proselitismo, as vossas comunidades demonstram ser uma Igreja de portas abertas", disse diante dos bispos da conferência episcopal da região do norte de África, durante a visita "ad limina".

A visita "ad limina apostolorum" (em português: "visita aos túmulos dos Apóstolos") é uma obrigação dos bispos diocesanos e outros prelados da Igreja Católica, de a cada 5 anos se encontrarem com o papa, visitando os túmulos dos apóstolos São Pedro e São Paulo, em Roma.

O papa lembrou aos prelados da Argélia, Líbia, Marrocos, Saara Ocidental e Tunísia que representam "uma periferia" e agradeceu-lhes pelo seu trabalho, apesar das "explosões de violência" registadas na região, especialmente na Líbia.

"O norte de África, há anos, converteu-se numa terra de conquista de uma maior liberdade de consciência, de dignidade e, ao mesmo tempo, num campo de batalha para quem as mudanças se impõem brandindo as armas", disse.

Por esta razão, agradeceu pelo trabalho da Igreja da Líbia, pela "coragem, lealdade e perseverança" que demonstrou o seu clero, consagrados e laicos, ao permanecer na zona "apesar dos múltiplos perigos".

"Eles são testemunhas autênticas do evangelho. Agradeço-os muito e animo-os a continuar com os seus esforços dirigidos a favor da paz e reconciliação em toda a região", assinalou o papa.

Francisco voltou a advogar pelo diálogo inter-religioso, para "construir onde muitos destroem".

"A caridade é capaz de abrir numerosos caminhos para levar o evangelho às culturas e aos mais diversos contextos sociais", disse.

"O antídoto mais eficaz contra cada forma de violência é a educação na descoberta da aceitação e das diferenças como riqueza e fecundidade", declarou.

Por esta razão, disse aos bispos que é "essencial" que nas suas dioceses "os sacerdotes, religiosos e leigos estejam próximos do diálogo ecuménico e inter-religioso". 



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