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Raio mata seis pessoas na província angolana de Benguela

Seis pessoas morreram na província de Benguela na sequência da queda de um raio, causado pelo mau tempo que se fez sentir no fim de semana naquela região de Angola, informou hoje à Lusa fonte do dos bombeiros.

Reuters

O caso, agora divulgado, aconteceu no município do Cubal e as seis mortes, entre as quais estão, pelo menos, dois elementos da mesma família, resultaram de uma descarga elétrica atmosférica sobre uma residência, indicou o porta-voz do Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros.

"As chuvas fortes que se abateram sobre a zona e as descargas elétricas provocaram ainda a destruição de cinco residências", explicou à Lusa Faustino Sebastião.

Duas das vítimas acabaram por morrer no hospital, devido à gravidade dos ferimentos.

As descargas elétricas são um fenómeno comum em Angola e matam anualmente dezenas de pessoas.

A Lusa noticiou em janeiro passado que os edifícios privados angolanos com mais de 25 metros de altura, bem como todos os equipamentos públicos, estão agora obrigados a ter proteção contra raios.

A medida consta da nova regulamentação aprovada pelo Governo angolano, que entrou em vigor a 13 de janeiro, à qual a Lusa teve acesso, prevendo um período transição de 180 dias a três anos, na aplicação de sanções em caso de incumprimento.

A nova legislação estabelece que passa a ser obrigatória a proteção de todos os edifícios públicos. O mesmo acontece com qualquer edifício com mais de 25 metros de altura, bem como estabelecimentos comercias ou industriais com mais de 500 metros quadrados.

A introdução desta regulamentação é justificada pelo executivo, no despacho que a aprova, por se tratar de um país "que, pela sua localização geográfica, está suscetível à ocorrência de fenómenos atmosféricos intensos, como é o caso das descargas atmosféricas". Sendo por isso "necessária a adoção de medidas eficientes que permitam a redução dos riscos causados por este tipo de fenómenos", lê-se.

Os sistemas de proteção a utilizar passam a ser de inclusão obrigatória nos novos projetos de construção.

Foi também criado o Sistema Nacional de Proteção Contra Descargas Atmosféricas, para acompanhar a aplicação da legislação e certificar entidades responsáveis por este processo, integrando o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica e o Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros.

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