sicnot

Perfil

Mundo

México deteve líder do cartel de droga Zetas

Forças federais mexicanas capturaram hoje o líder do cartel de droga Zetas, Omar Trevino, nos arredores da cidade industrial de Monterrey, no norte do México, desferindo um novo golpe ao temido bando.

O suspeito, conhecido como 'Z-42' foi detido pela polícia federal e por soldados, nesta residência, situada no subúrbio de San Pedro Garza García, no estado de Nuevo Leon.

O suspeito, conhecido como 'Z-42' foi detido pela polícia federal e por soldados, nesta residência, situada no subúrbio de San Pedro Garza García, no estado de Nuevo Leon.

© Daniel Becerril / Reuters

O suspeito, conhecido como 'Z-42' foi detido pela polícia federal e por soldados no subúrbio de San Pedro Garza García, no estado de Nuevo Leon, indicaram dois responsáveis federais.

Trevino, de 41 anos, tomou a liderança dos Zetas depois de o seu irmão, Miguel Angel Trevino ou 'Z-40', ter sido capturado por fuzileiros no estado de Tamaulipas, no nordeste do país, em julho de 2013.

O departamento de Estado norte-americano tinha oferecido uma recompensa de cinco milhões de dólares (4,5 milhões de euros) por informações que levassem à detenção de Omar Trevino, e as autoridades mexicanas ofereciam dois milhões (1,8 milhões de euros).

A sua detenção ocorre após outro grande feito para o Governo: a captura, na passada sexta-feira, do líder dos Cavaleiros Templários, Servando 'La Tuta' Gomez.

Estas capturas representam para o Presidente mexicano, Enrique Pena Nieto, grandes vitórias sobre os cartéis da droga, numa altura em que a opinião pública está descontente com a forma como o Governo tem gerido a segurança, em particular a investigação sobre o desaparecimento e alegado assassínio de 43 estudantes universitários.

Mas os analistas advertem que capturar líderes de cartéis não significa necessariamente o fim do tráfico de droga e da violência, e que isso pode dar origem a grupos dissidentes mais pequenos e perversos.

"Com Omar Trevino, desaparece o último dos grandes líderes dos Zetas", disse Mike Vigil, um antigo chefe das operações internacionais da Agência Norte-Americana de Controlo de Drogas, citado pela agência de notícias francesa, AFP.

"Com isto, penso que os Zetas vão ter um grande vazio em termos de liderança. O grande problema é que, se os Zetas se dividirem em outras organizações, isso poderá levar a mais violência em termos de competição interna", observou.

O estado de Tamaulipas tem enfrentado um pico de violência nas últimas semanas, parcialmente devido a lutas feudais dentro do cartel do Golfo, antigo aliado dos Zetas.

Os Zetas são considerados uma das mais violentas organizações criminosas do México, acusada de derreter inimigos numa barrica de "guisado" e, por exemplo, de massacrar 72 emigrantes em agosto de 2010.

O grupo, fundado por antigos soldados de elite, foi inicialmente o braço armado do cartel do Golfo, até que se dividiram, originando uma vaga de violência no norte do México.

Em 2010, Omar Trevino disse a um informador que tinha matado mais de 1.000 pessoas, ao passo que o irmão Miguel matara 2.000, de acordo com um depoimento apresentado num tribunal dos Estados Unidos no âmbito de um caso envolvendo outro irmão Trevino no Texas.

Omar Trevino "não é tão temido como o irmão, mas conseguiu manter o controlo porque o respeitavam e sabiam que Miguel Trevino ainda exercia alguma influência sobre os Zetas, apesar de estar na prisão", indicou Mike Vigil.



Lusa
  • Uma viagem pela Estrada Nacional 236
    2:52
  • A reconstrução depois da tragédia de Pedrógão
    2:43
  • Marcelo reúne-se na quarta-feira com Putin

    País

    O Presidente da República reúne-se na quarta-feira, em Moscovo, com o líder russo, Vladimir Putin, informou este domingo a Presidência. Marcelo Rebelo de Sousa estará na capital da Federação Russa para assistir ao jogo da seleção portuguesa na fase final do Mundial de Futebol com a equipa de Marrocos

  • Novo busto de Ronaldo foi pedido pelo Museu CR7
    2:07
  • Grécia e Macedónia assinam acordo histórico
    2:02

    Mundo

    A Grécia e a Macedónia assinaram um acordo histórico para mudar o nome da antiga República Jugoslava para República da Macedónia do Norte. Em causa está um problema diplomático entre os dois países que dificultou os planos da Macedónia em aderir à União Europeia e às Nações Unidas.