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Tribunal indiano proíbe emissão de documentário sobre violação de 2012

Um tribunal de Nova Deli proibiu a emissão na Índia de um documentário sobre a violação e morte de uma jovem em 2012, que inclui uma entrevista em que um dos condenados culpa a vítima pelo sucedido.

© Mansi Thapliyal / Reuters

O tribunal afirmou que a reportagem "A filha da Índia" contém declarações que causam "dano público, quebram a paz e criam potenciais tensões e problemas na ordem pública", disse o porta-voz da polícia Rajan Bhagat.


"O documentário não pode ser transmitido na Índia", afirmou Bhagat.


O Ministério de Informação e Transmissões indiano emitiu também uma ordem aos canais de televisão do país para que não passem o filme.


Na noite de 16 de dezembro de 2012, uma estudante acompanhada por um jovem foi violada e torturada por seis homens num autocarro em movimento em Nova Deli, tendo morrido 13 dias mais tarde num hospital em Singapura.


"A filha da Índia", realizado pela britânica Leslee Udwin, será emitido a 08 de março, Dia Internacional da Mulher, pela BBC e estava agendado para ser transmitido na Índia pelo canal NDTV.


Ainda assim, o conteúdo da entrevista com um dos condenados à morte pelo caso foi tornado público antes da emissão do documentário.


"Quando estava a ser violada, não devia ter-se defendido. Devia ter-se mantido em silêncio e permitir a violação. Assim, teria sido depois deixada e apenas teriam batido no rapaz", declarou Mukesh Singh.


Nesta entrevista, o condenado comentou que uma mulher "decente" não anda na rua "às 9 da noite" e que uma rapariga "é muito mais responsável" por uma violação que um homem.


Lusa
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