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OMS diz que direitos das mulheres à saúde "continuam a ser violados" no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou hoje que os direitos das mulheres à saúde "continuam a ser violados" e apontou os elevados casos de cancro e do VIH/Sida como os principais problemas que mais afetam esta camada social.

REUTERS

Em nota hoje divulgada por ocasião do Dia Internacional da mulher, que se assinala no domingo, a diretora-geral adjunta para a Família, Mulher e Saúde da Criança da OMS, Flávia Bustreo, disse que "as mulheres continuam a enfrentar imensos problemas de saúde" e que o mundo "deve voltar a comprometer-se" com as metas adotadas há 20 anos aquando da assinatura da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, em 1995.

O posicionamento da agência da ONU segue-se ao apelo lançado na quinta-feira pelo Banco Mundial que exigiu a "resultados concretos" na redução das disparidades de género, duas décadas depois da assinatura por 189 governos do guia histórico que define a agenda para a materialização dos direitos das mulheres.

Flavia Bustreo apontou dois tipos de cancro mais comuns que afetam as mulheres a nível mundo - o da mama e cancro do colo do útero -, pelo que apelou a rápida deteção destas enfermidades como "a chave para manter as mulheres saudáveis".

"Os últimos números globais mostram que, anualmente, cerca de meio milhão de mulheres morrem de cancro cervical e que meio milhão por cancro de mama. A grande maioria dessas mortes ocorre em países de baixa e média renda, onde o rastreio, a prevenção e o tratamento são quase inexistentes, pelo que se precisa assumir o controlo da vacinação contra o vírus do papiloma humano", afirmou a responsável.

Flavia Bustreo acrescentou que apesar de melhorias registadas na área de saúde materna, resultante das medidas introduzidas no século passado, muitas mulheres continuam a morrer devido a complicações na gravidez e no parto, porque "os benefícios não se estendem por toda parte".

 "Em 2013, cerca de 300 000 mulheres morreram devido à complicações na gravidez e no parto. A maioria dessas mortes poderia ter sido evitada", exemplificou.

"É por isso que a OMS e os seus parceiros estão a desenvolver uma nova estratégia global para mulheres, crianças e adolescentes na área da saúde", disse, defendendo "a renovação de compromissos em termos de política, financiamento e ação, para garantir que o futuro traga saúde para todas as mulheres e raparigas, sejam elas quem forem e onde quer que vivam".



Lusa
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