sicnot

Perfil

Mundo

Rainha jordana classifica Estado Islâmico como um "bando de malucos"

A rainha jordana, Rania, classificou na quarta-feira o Daesh (acrónimo árabe para a organização auto designada Estado Islâmico) como um "bando de malucos" que está a manchar o nome do Islão. 

© Aaron Harris / Reuters

A esposa do rei Abdullah II apelou à comunidade internacional para que não se foque nas reivindicações religiosas do grupo e sugeriu que o auto designado Estado Islâmico (EI) deveria deixar cair o "I" do seu nome, "porque não tem nada de islâmico".

Durante uma entrevista com Arianna Huffington, que dá o nome a um sítio de informação na internet, Raina afirmou: "Esta luta é uma luta entre o mundo civilizado e um bando de malucos que nos quer fazer regressar aos tempos medievais".

As declarações foram prestadas durante uma conferência, em Londres, ao fim de quarta-feira.

Rania alertou para o perigo de deixar o Daesh "raptar" a identidade do Islão, argumentando que isso iria autorizá-lo a realizar "uma batalha de civilizações". 

Para reforçar o seu argumento, disse: "As pessoas chamam-lhes Estado Islâmico, mas gostaria que o "I" desaparecesse porque não têm nada de islâmico. Eles não têm nada a ver com fé, mas tudo com fanatismo". 

Nesta linha argumentativa, insistiu: "Eles querem ser chamados de islâmicos porque isso lhes dá legitimidade e também significa que qualquer ação feita contra eles automaticamente vai ser considerada uma guerra contra o Islão". 

Em síntese, no entender de Rania, "eles (Daesh) querem esse confronto de civilizações de que as pessoas falam". 

A rainha jordana, de 44 anos, avisou também o Daesh que as suas exibições de violência, como a imolação do piloto jordano Maaz al-Kassasbeh, reforça a determinação dos moderados.

"As táticas de medo que esses terroristas estão a usar vão fazer ricochete, porque apenas irritam os jordanos", disse à fundadora do Huffington Post.

"Em vez de os assustar, apenas lhes dá vontade de lutar", avançou. 

Kassasbeh foi capturado pelo Daesh em dezembro, depois de o seu avião de combate F-16 ter caído na Síria, quando estava em missão da coligação liderada pelos EUA contra este grupo.

Lusa
  • "Não se reconstroem serviços públicos em dois anos"
    0:53

    País

    O Ministro da Saúde diz que os problemas do Serviço Nacional de Saúde não se resolvem em dois anos nem se consegue reverter a trajetória de desinvestimento e delapidação dos serviços públicos até 2019, ou até ao final da legislatura. Em entrevista ao jornal Público e à rádio Renascença, Adalberto Campos Fernandes admitiu ainda que é contra a eutanásia, mas garante que o SNS estará pronto a aplicar a lei, se assim for decidido pelo Parlamento.

  • "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês" (Parte I)
    35:45

    Operação Marquês

    A acusação da Operação Marquês diz que, em 5 anos, foram pagos quase 36 milhões de euros de luvas a José Sócrates. A maior fatia veio do Grupo Espírito Santo. O Ministério Público fala em pagamentos por decisões políticas sobre negócios da PT, alegadamente em benefício de Ricardo Salgado. Além de Sócrates, também Zeinal Bava e Henrique Granadeiro terão recebido dezenas de milhões de euros do ex-banqueiro. Nesta primeira parte da reportagem "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês", começamos a seguir do rasto desse dinheiro, conduzidos pelas pistas deixadas à investigação, nos registos secretos de um director do Grupo Espírito Santo.

  • "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês" (Parte II)
    24:59

    Operação Marquês

    O Ministério Público estima que, em apenas 8 anos, a ES Enterprises movimentou mais de três mil milhões de euros. E sempre à margem de qualquer controlo. Na tese da Operação Marquês, foi desta empresa fantasma que saiu a maior parte das luvas alegadamente pagas por Ricardo Salgado a José Sócrates, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Hélder Bataglia, por causa dos negócio da PT. Na primeira parte da grande reportagem "Oui, Monsieur - o saco azul do marquês" vimos como o chumbo da OPA da SONAE à PT terá sido o primeiro desses negócios.Agora, olhamos para outros pagamentos milionários e procuramos perceber o que está atrás desse alegado saco azul. A investigação concluiu que era financiado através de operações financeiras complexas, por vezes com dinheiro dos clientes do BES.