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Detidos mais dois suspeitos do assassínio de Boris Nemtsov

Dois novos suspeitos do assassínio do opositor russo Boris Nemtsov, morto a tiro a 27 de fevereiro perto do Kremlin, foram detidos, elevando para quatro o número de detenções no âmbito da investigação, anunciou hoje a agência Novosti.             

28 de fevereiro de 2015: Homenagem a Boris Nemtsov, em São Petersburgo, na Rússia. O líder da oposição foi morto a tiro à passagem de um carro na ponte Bolshoy Kammeny, no centro de Moscovo.

28 de fevereiro de 2015: Homenagem a Boris Nemtsov, em São Petersburgo, na Rússia. O líder da oposição foi morto a tiro à passagem de um carro na ponte Bolshoy Kammeny, no centro de Moscovo.

ANATOLY MALTSEV

Albert Barakhoïev, secretário do Conselho de Segurança da República russa da Ingúchia - vizinha da Tchétchénia - declarou à agência Ria Novosti que dois homens, ambos naturais da Tchétchénia, foram detidos no âmbito da investigação do assassínio do antigo primeiro-ministro de 55 anos. 

Um destes dois novos suspeitos é o irmão mais novo de Anzor Goubachev, cuja detenção no sábado juntamente com Zaour Dadaïev foi anunciada pelo Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB) da Rússia 

Segundo a RIA Novosti, Dadaïev era o chefe adjunto de um batalhão do ministério do Interior tchétchéno e Goubachev trabalhava para uma empresa de segurança privada em Moscovo. 

Os dois homens deverão ser apresentados ao tribunal ainda hoje para um eventual prolongamento da detenção, declarou a porta-voz do Tribunal Anna Fadaïeva à agência russa. 

Quanto aos motivos do assassínio, enquanto os aliados de Nemtsov apontam para o Kremlin e serviços especiais russos, o presidente Vladimir Putin defende que se tratou de uma "provocação" destinada a destabilizar o país. 

Boris Nemtsov, de 55 anos, um reconhecido crítico de Putin e um defensor da luta anticorrupção, foi morto com quatro tiros nas costas a alguns metros de distância do Kremlin, pouco antes da meia-noite a 27 de fevereiro, quando seguia a pé com a namorada, ucraniana, depois de ter dado uma entrevista a uma rádio sobre o protesto da oposição que estava a organizar.


Lusa

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