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Menino albino da Tanzânia amputado por criminosos devido a crenças

Um menino albino de seis anos ficou sem uma mão, que foi amputada por criminosos na Tanzânia, país onde já morreram dezenas de albinos devido a crenças que atribuem poderes mágicos aos seus órgãos. 

O rapaz, Baraka Cosmas, estava a dormir em casa com a sua mãe na vila de Kipenda, na região Ruka, quando um gang de assaltantes entraram na casa, revelou o responsável da polícia daquela região, Jacob Mruanda.  

"Os criminosos agarraram a mãe da criança e bateram-lhe por ela ter recusado entregar o menino", explicou Mruanda, acrescentando que "usaram facões para cortar a palma da mão direita do rapaz e depois foram-se embora". 

O menino e a criança foram enviados para o hospital onde estão a ser tratados, acrescentou a mesma fonte.

Segundo a ONU, já morreram mais de 70 albinos desde 2000 na Tanzânia, vítimas de crenças que atribuem poderes mágicos aos órgãos dos albinos e que por isso são procurados para rituais e vendidos a preços muito elevados.

Na semana passada, um tribunal no norte da Tanzânia condenou à pena de morte quatro pessoas consideradas culpadas pelo assassinato de uma mulher albina de 32 anos, que teve os seus braços e pernas cortados.

O albinismo é uma ausência total de pigmentação na pele e na íris dos olhos, devido a fatores genéticos.

Lusa
  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
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    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite