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Obama defende direito à educação de meninas e mulheres em todo o mundo

O presidente norte-americano, Barack Obama, defendeu hoje, durante o discurso semanal, o direito à educação das meninas e adolescentes no mundo, por ocasião do Dia Internacional da Mulher que se assinala este domingo.

© Jonathan Ernst / Reuters

"Cada menina merece o nosso respeito e cada menina merece uma educação", assinalou Barack Obama.

Este dia, afirmou o presidente dos Estados Unidos, é "para celebrar as valiosas mulheres e meninas de todo o mundo, e para voltar a dedicar-nos a defender os direitos fundamentais e a dignidade de toda a gente".

O presidente e a primeira-dama, Michelle Obama, apresentaram esta semana o programa "Deixem que as meninas aprendam", para promover a educação das 62 milhões de meninas e adolescente em todo o mundo que, atualmente, não frequentam a escola.

Obama advogou que é preciso superar as "barreiras" que impedem estas menores de frequentarem a escola, bem como a falta de recursos económicos, ou porque o seu destino é o do matrimónio precoce e o de converterem-se em mães adolescentes, ou porque "talvez seja demasiado grande o risco de sofrer um sequestro, um ataque ou de morrerem assassinadas por homens que fazem qualquer coisa para impedir que as meninas aprendam".

O chefe do Estado norte-americano lamentou que em muitas partes do mundo "continue a valorizar-se mais os seus corpos que as suas mentes", algo que "está mal", instando a comunidade internacional a atuar para reverter esta tendência.

O Governo dos Estados Unidos vai impulsionar, através de uma nova iniciativa, uma série de programas já existentes, fundamentalmente, em África e no Médio Oriente, com o apoio da agência de cooperação USAID [Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional], e que serão centrados na educação, saúde, nutrição e violência de género.

"Queremos assegurar que não seja negada a oportunidade de aprender a nenhuma menina do mundo", afirmou o responsável, sublinhando que quando as meninas recebem educação, o impacto positivo reflete-se na sociedade, na economia e na estabilidade do país.

Asseverou, a propósito, que "os lugares onde se tratam as mulheres e as meninas como cidadãos plenos e iguais tendem a ser mais estáveis e mais democráticos".

A primeira fase do programa "Deixem que as meninas aprendam" irá abranger 11 países: Albânia, Benin, Burkina Faso, Camboja, Geórgia, Gana, Moldávia, Mongólia, Moçambique, Togo e Uganda.

O Governo espera conseguir apoios do setor privado e já solicitou ao Congresso 250 milhões de dólares (230 milhões de euros) para financiar este projeto.

Lusa
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