sicnot

Perfil

Mundo

Ecologistas acusam Austrália de não se esforçar para proteger Grande Barreira de Coral

Um grupo de organizações ambientalistas acusou a Austrália de não estar a fazer os esforços necessários para proteger a Grande Barreira de Coral num documento endereçado ao Comité de Património da Humanidade da UNESCO.

© Ho New / Reuters

O relatório apresentado junto daquela instância da ONU foi submetido pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) e pela Sociedade de Conservação Marinha, informa a agência AAP.

Os ativistas querem que Camberra canalize uma verba adicional de cerca de 382 milhões de dólares (354 milhões de euros) durante os próximos cinco anos nomeadamente para evitar danos causados pela poluição.

Atualmente, são destinados cerca de 153 milhões de dólares (142 milhões de euros) anuais para a proteção da Grande Barreira de Coral, segundo a AAP.

Os ecologistas também pedem que sejam alocados recursos adicionais e sejam aumentados os poderes da Autoridade do Parque Marinho.

O Fundo Mundial para a Natureza tinha advertido, no mês passado, que a Grande Barreira de Coral corre o risco de se tornar "numa lixeira", se Camberra não proibir totalmente os despejos nas águas do local, declarado Património da Humanidade em 1981.

O Comité do Património da Humanidade deverá decidir, este ano, se inscreve a Grande Barreira de Coral na lista de lugares em perigo, uma decisão que adiou em meados de 2014 para dar a oportunidade ao Governo australiano de mostrar que está a adotar medidas.

Para evitar que o local fosse colocado na lista do património em perigo, a Austrália proibiu, em janeiro último, o despejo de resíduos provenientes de dragagens. 

De acordo com os ecologistas, estes despejos de resíduos destroem o local, ao asfixiar os corais e as algas que constituem a maior formação viva no planeta, expondo o local a venenos variados. 

As autoridades australianas disseram ter já apresentado várias garantias à UNESCO, nomeadamente, a proibição total de dragagem de novas zonas fora dos portos prioritários, durante dez anos.

A Grande Barreira, que alberga 400 tipos de coral, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao duplo impacto do aquecimento da água do mar do aumento do grau de acidez por causa de uma presença maior de dióxido de carbono na atmosfera.


Lusa


  • Carro que atropelou adepto encontrado numa garagem na Amadora
    1:51

    Desporto

    O carro que atropelou o adepto da Fiorentina, junto ao Estádio da Luz, está nas mãos da Polícia Judiciária. O automóvel foi encontrado esta terça-feira por uma brigada da PSP na garagem de um casa da Amadora, que pertence a um elemento da claque dos No Name Boys.

  • Portugueses passam mais de oito horas por semana ao volante
    0:59

    País

    Os portugueses gastam, em média, oito horas em deslocações durante a semana. Um estudo do Observatório Europeu da Mobilidade, divulgado hoje, diz ainda que a grande maioria prefere o automóvel como meio de transporte. Entre os países europeus, Portugal é líder na utilização do carro para deslocação para o trabalho.

  • A SIC foi dar uma volta de bicicleta

    País

    Há 90 anos, cerca de 40 ciclistas partiam do Marquês de Pombal, em Lisboa, para a primeira etapa da 1.ª Volta a Portugal de Bicicleta. Hoje, um grupo de investigadores repete o percurso, até Setúbal, dando início a uma viagem que pretende incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte no dia-a-dia. Um jornalista da SIC segue no pelotão e pode acompanhar a viagem em direto no Facebook da SIC Notícias.

    SIC

  • PCP abre debate quizenal com assuntos laborais e sociais

    País

    Um dia depois da sessão solene do 25 de Abril, os deputados regressam hoje ao parlamento para mais um debate quinzenal com o primeiro-ministro, que será seguido por uma discussão sobre o Conselho Europeu extraordinário de sábado. Acompanhe aqui em direto às 15h00 e Minuto a Minuto.

  • Portugal subiu cinco lugares no Ranking da Liberdade de Imprensa
    1:42

    País

    Portugal está agora na 18 ª posição em 180 países no relatório deste ano dos Repórteres Sem Fronteiras. Esta associação revela que a imprensa portuguesa foi condenada 21 vezes por violação de liberdade de expressão e por difamação pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.